António de Carvalho deu estas indicações aos jornalistas à saída de uma visita de cortesia ao presidente do parlamento guineense, Cipriano Cassamá, com quem disse ter trocado impressões sobre a situação política e as possibilidades de retoma da cooperação entre os hemiciclos dos dois países.

Sobre as eleições legislativas guineenses marcadas para 18 de novembro, o embaixador de Portugal defendeu que o seu Governo acompanha o processo "com esperança, com tranquilidade, com expectativa e com confiança".

O diplomata recordou ainda que o seu país "esteve sempre presente" na Guiné-Bissau, seguindo de perto o processo político, enfatizou.

"Mas agora, mais do que nunca, Portugal está empenhado, naturalmente, dentro das medidas que vierem a ser acertadas, combinadas e solicitadas também pela parte da Guiné-Bissau, em apoiar e ajudar nas eleições de 18 de novembro.

António de Carvalho afirmou ter aproveitado a visita ao líder do parlamento guineense para manifestar o desejo de Lisboa em retomar, aprofundar e reforçar as relações institucionais entre os hemiciclos dos dois países, agora que o órgão no país africano voltou a normalidade, observou.

O parlamento guineense esteve sem funcionar em plenário durante cerca de três anos devido a desavenças entre os partidos.

O embaixador português em Bissau disse ter escutado palavras de conforto e de amizade da parte de Cipriano Cassamá.

Para António de Carvalho, Portugal e a Guiné-Bissau "estão condenados a viver e a caminhar juntos", ainda que não seja uma condenação imposta, mas sim ditada pela história, relações antigas, língua, valores e pessoas, sublinhou.