Citado pela agência Associated Press, Terry Branstad considerou ainda que a medida é "muito modesta", comparada às restrições impostas aos diplomatas norte-americanos na China, e revelou que Washington deverá ainda impor restrições sobre funcionários de entidades controladas pelo Partido Comunista Chinês.

Branstad lembrou que os diplomatas dos EUA precisam de pedir autorização às autoridades chinesas para reunirem com funcionários ou visitar universidades na China, e que geralmente as visitas são recusadas.

Segundo a medida aprovada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, os diplomatas chineses terão apenas de notificar o Departamento de Estado sobre os seus contactos nos EUA.

O diplomata disse ainda que o Departamento de Estado está a considerar uma proposta separada que exige aos funcionários de "entidades controladas pelo Partido" - um grupo que pode incluir a imprensa estatal - que se registem como agentes estrangeiros.

As mudanças ocorrem numa altura em que os Estados Unidos, a Austrália e outros governos estão a tentar travar alegadas ações de espionagem ou influência nos seus países, mas surge também como resposta às queixas de diplomatas norte-americanos e de outros países sobre as restrições à sua circulação e contactos na China.

Terry Branstad considerou ainda "ultrajantes" as acusações chinesas de que a medida viola um tratado internacional sobre as condições para diplomatas.

Desde dezembro passado, a Austrália obriga indivíduos e empresas estrangeiras que tentam influenciar a política ou o Governo a registarem-se como agentes estrangeiros. A medida foi aprovada após um relatório do Governo australiano ter detetado que o Partido Comunista Chinês tentou na última década influenciar a política australiana.

O embaixador contou que numa visita à província de Qinghai, que faz fronteira com o Tibete, ele e outros diplomatas foram a uma cafetaria, mas vieram a saber que funcionários visitaram a loja com antecedência e ordenaram aos funcionários e clientes que não falassem com os norte-americanos.

"O Departamento de Estado finalmente concluiu que, para tentar melhorar o nosso acesso, precisamos de exigir alguma reciprocidade", disse.

O embaixador chinês nos Estados Unidos considerou numa mensagem difundida na rede social Twitter que a regra viola a Convenção de Viena e disse que a China não impõe restrições semelhantes aos diplomatas norte-americanos.

"Acho que a resposta do embaixador chinês no Twitter foi realmente ultrajante", disse Branstad. "A verdade é que temos um sistema muito aberto e eles têm um sistema muito fechado", apontou.

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