Em declarações à imprensa após a cerimónia de entrega das cartas credenciais, Sokolenko Vladimir Grigorievich referiu-se às relações de cooperação e amizade existentes entre os dois países, afirmando que as directrizes do governo do seu país são no sentido de aprofundar essa relação de amizade e fidelidade aos valores espirituais na cultura étnica dos povos russo e cabo-verdiano.

“Hoje a Rússia é muito influente no mundo e realiza uma política externa independente no domínio internacional e dá grande importância ao sistema das relações internacionais inspirada em outras nações, inclusive, em África”, disse.

Sokolenko Vladimir Grigorievich afirmou ainda, no seu discurso, que ao assumir o compromisso de representar o governo da Federação da Rússia em Cabo Verde, fê-lo com a certeza de que as relações entre os dois países vão desenvolver-se com base na parceria e respeito mútuo.

Por sua vez, Jorge Carlos Fonseca manifestou o seu regozijo em receber as cartas credenciais do embaixador russo e de “um país tradicionalmente amigo de Cabo Verde”.

No seu discurso, o Presidente da República destacou as relações históricas de amizade e de cooperação existentes entre os dois países e povos, sem esquecer da ajuda recebida na caminhada rumo à independência nacional e o grande contributo da Federação da Rússia na formação dos quadros cabo-verdianos.

“Penso que é de interesse de ambos que as relações entre Cabo Verde e a Rússia que, no passado, conheceram excelentes níveis de desenvolvimento, venham a ser insufladas de uma renovada energia, com vista a um aprofundamento e alargamento a novas áreas”, realçou.

Desta forma, Jorge Carlos Fonseca apontou como áreas de interesse aprofundar a cooperação político-diplomática ao investimento russo em diferentes áreas de atividade económica no país, incluindo o turismo, o setor da educação e ao alargamento da mobilidade dos cidadãos em ambos os territórios.

E para um melhor enquadramento da cooperação existente entre os dois países, que o Chefe do Estado augura ver estendido e aprofundado, recomendou a institucionalização de um mecanismo de consultas bilaterais.