Wladmir Silves Ferreira, líder desta bancada (oposição), manifestou esta preocupação à Inforpress esta tarde, à saída da visita ao bastonário da Ordem dos Engenheiros de Cabo Verde (OACV), no bairro de Palmarejo, onde reivindicou a criação de um quadro diferenciado de penalização ou de incentivo à construção das obras inacabadas.

Este deputado municipal criticou, ainda, a “inexistência de um regulamento que obriga a manutenção dos edifícios públicos” e afiançou que o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) vai propor que se crie um regulamento que obrigue à Câmara Municipal a estabelecer no seu plano de actividade a manutenção regular dos edifícios.

Considerou, por outro lado, importante para os eleitos municipais terem encontros regulares com organizações da sociedade civil como a OECV, com vista a poder recolher “imputes essenciais para levar ao debate na Assembleia Municipal”, de modo que, na qualidade do maior partido da oposição, possa constituir propostas alternativas de governação na Cidade da Praia.

Wladmir Silves Ferreira disse que a sua expectativa vai ao encontro das preocupações levantadas pela Ordem e que passa pela criação de um conjunto de regulamentos, com vista a regular a preparação e a gestão dos estaleiros de obras públicas na capital cabo-verdiana e a criação de um sistema de assistência técnica às famílias com menos posse no processo de construções das suas casas.

“À semelhança do que acontece com o apoio jurídico que a Ordem dos Advogados dá às famílias mais carentes em situações de litígios, a Cidade da Praia podia ser um modelo no sentido de a autarquia avançar com uma proposta experimental, um programa de assistência técnica. Todos nós sairemos a ganhar”, enfatizou.

Deste encontro, disse que a sua equipa saiu enriquecida, porquanto os eleitos municipais têm a responsabilidade política, Daí, atestou, a necessidade de estar perto das instituições com competências técnicas para reforçar a sua posição junto da Assembleia Municipal, enquanto “partido alternativo”.

Admitiu, entretanto, que os “imputs” recolhidos poderão ser objecto de debates no próximo ciclo eleitoral.

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