As emendas à Constituição egípcia tinham sido inicialmente propostas, em Fevereiro último, por um grupo de parlamentares apoiante do Presidente Fattah al-Sissi e actualizadas esta semana, depois de várias rondas de debate.

A primeira emenda prende-se com a modificação do artigo 140 da Constituição, de forma a autorizar o Presidente a prolongar, o seu actual quarto mandato, que termina em 2022, por mais dois anos.

Paralelamente uma outra modificação da Lei Fundamental do Egipto possibilita a Abdel Fattah al-Sissi candidatar-se a mais um mandato de seis anos e eventualmente permanecer no poder até 2030.

Não menos controversa, foi a votação de um artigo, que muitos deputados receiam vir a ser a porta aberta, para uma maior influência dos militares na vida política do Egipto.

O diário estatal, Al-Ahram, afirmou que vários deputados tinham consigo bandeiras egípcias no momento da votação e simultâneamente canções nacionalistas eram tocadas em pano de fundo.

A votação tendo resultado numa maioria favorável ao prolongamento do poder de Al-Sissi, o Parlamento de 596 assentos organizará um referendo durante o qual os egípcios darão a sua opinião sobre as emendas propostas.

O general Abdel Fattah al-Sissi foi eleito Presidente, pela primeira vez em 2014, depois dos militares terem destituído em 2013 o então chefe de Estado, Mohamed Morsi apoiado pelos islamistas da Irmandade Muçulmana.

Na origem das propostas que visam modificar a Constituição com o objectivo de prolongar al-Sissi no poder, o deputado Mohammed Abu-Hamed, considerou que as emendas são necessárias, para que o actual Presidente possa concluir as reformas políticas e económicas em curso no Egipto .

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