As doenças de carácter sazonal e de transmissão vectorial são as que mais preocupam a saúde pública durante o Verão, em Cabo Verde e na capital, em particular, informou o delegado de Saúde da Praia.

Em entrevista à Inforpress, Domingos Teixeira, explicou que, nesta época do ano, as doenças que mais preocupam as autoridades sanitárias são provocadas por transmissão vectorial e viral.

“As transmitidas pelos mosquitos são a nossa maior preocupação, pois, englobam a introdução, no país, de doenças importadas e as de transmissão local. No entanto, a nossa maior luta é combater as doenças de transmissão local, uma vez que é no local que se constitui o ambiente de proliferação”, disse.

No caso particular dos mosquitos e da transmissão local, Domingos Teixeira adiantou que a Delegacia de Saúde tem efectuado um conjunto de acções, particularmente nas épocas de chuva, para alertar a população sobre os cuidados a ter.

Por esta “batalha de anos”, o especialista em saúde pública adiantou que durante 2015 o país registou apenas oito casos de paludismo importados e zero caso autóctone. Até hoje, sublinhou, o arquipélago não registou nenhum caso de dengue, apesar das preocupações com o facto da existência de um surto no Brasil.

No entanto, no que respeita a ingestão dos alimentos, a água que se consome e a higiene, sublinhou o médico, a orientação vai no sentido de que “todos devem estar em alerta”, pois, o organismo nesta época do ano tem dificuldade em processar os alimentos e, por isso, as “ocorrências de vómito e diarreia”.

Ainda segundo Domingos Teixeira, existem outros vectores que proporcionam doenças de Verão e que necessitam combate, como o caso das moscas e baratas que, nesta época aumentam, e provocam diarreia e vómitos.

Tudo isso, realçou o especialista em saúde pública, porque o concelho é “muito deficitário” no que toca ao saneamento.

Além das doenças típicas da época, o delegado da Saúde menciona as de pele, meningite, que este ano aumentou em relação aos anos anteriores, aumento do consumo de álcool, síndrome gripal, e a venda de água e alimentos confecionados na rua.

Assim, no que respeita as doenças típicas da época, o Boletim Informativo da Delegacia de Saúde da Praia indica aumento de doenças diarreicas em crianças com menos e mais de cinco anos e aumento da síndrome gripal, meningite e outras doenças.

Inforpress