A dívida pública colocada por Angola na última semana caiu praticamente 45 por cento, face à anterior, para 7,6 mil milhões de kwanzas (66 milhões de euros), segundo dados do banco central angolano compilados hoje pela Lusa.
De acordo com o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial do Banco Nacional de Angola (BNA), enquanto operador do Estado, o banco central colocou entre 06 e 10 de Abril cerca de 4,9 mil milhões de kwanzas (42,5 milhões de euros) em Bilhetes do Tesouro (BT).
Ainda para a gestão corrente do Tesouro Nacional, e no mesmo período, o BNA colocou 2,2 mil milhões de kwanzas (19 milhões de euros) em Obrigações do Tesouro (OT).
Neste período, as maturidades das OT variaram entre os 2 e os 5 anos, com as taxas de juro a oscilarem entre os 7 e os 7,77%. No caso dos BT, as taxas de juro cifraram-se, em média, nos 5,99% na maturidade de 364 dias.
Soma-se a dívida pública vendida directamente ao público, que se reduziu, em apenas uma semana, cerca de 87%, para 517 milhões de kwanzas (4,4 milhões de euros).
A dívida pública por Angola tinha ascendido a 13,6 mil milhões de kwanzas (118 milhões de euros) na semana anterior.
O Governo angolano prevê um endividamento público para 2015 a rondar os 20 mil milhões de dólares (18,8 mil milhões de euros), a captar também junto de investidores privados.
Este endividamento é necessário para garantir o financiamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2015, compensando as quebras nas receitas petrolíferas, e distribui-se em partes iguais pelo mercado externo e interno.
O acesso dos investidores privados pode ser feito através de BT, de prazos mais curtos e com taxas de juro que variam entre os 4,5% (a 91 dias) e os 6% (364 dias), num montante total a colocar pelo Estado equivalente a 402 mil milhões de kwanzas (3,4 mil milhões de euros).
Igualmente acessível a investidores privados através do BNA estão as OT, com maturidades de 2 a 5 anos, e taxas de juro de 7%, descrita pelo Governo angolano como um dos mais altos retornos do mundo neste tipo de produto financeiro.
O Estado angolano espera arrecadar, nesta componente, mais de 480 mil milhões de kwanzas (4,1 mil milhões de euros) este ano, apesar da situação económica e financeira desfavorável no país, face à quebra nas receitas do petróleo.
SAPO com Lusa
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