Emanuel Estaline Moreno fez essas considerações em declaração à Inforpress, para fazer o balanço da visita ao Comando Regional da Santiago Sul e Maio (CRSSM), São Domingos e Cidade Velha, após um encontro que manteve esta tarde com o efectivo destas regiões.

Segundo o Superintendente Geral, durante a visita de dois dias constatou que o problema da Policia Nacional passa pelo aumento do número de efectivos e intervenções nos edifícios das unidades policiais.

“O aumento do efectivo vai ser colmatado, apesar de sabermos que não vai ser o suficiente. A contratação de mais agentes vai acontecer em 2020, pois, a verba para formação de 120 novos agentes foi alocada no Orçamento do Estado, assim como para intervenções nas sedes e esquadras”, realçou.

O director da Policia Nacional, que considerou que no geral a situação da classe policial melhorou nos últimos anos, indicou ainda haver necessidade de uma maior atenção aos efectivos no que respeita a meios para o desempenho das missões, nomeadamente, equipamentos individuais de protecção.

“Podemos afirmar que ainda temos muito trabalho por fazer para conseguirmos responder a todas as demandas, particularmente, no que se refere as condições para que os agentes possam exercer cabalmente as funções a que estão designados”, acrescentou, referindo-se também a resolução, em 2020, de mais casos de promoções e progressões.

No que respeita às unidades de São Domingos e Ribeira Grande de Santiago, aquele responsável disse que estes possuem as condições mínimas de trabalho, tendo uma ou outra situação por resolver.

Confrontado com a pouca visibilidade da polícia na comunidade, o responsável explicou que a figura existe, mas que talvez a PN tenha necessidade “trabalhar a visibilidade” para demonstrar o que está a fazer.

Neste particular, avançou que o grande desafio da PN é conseguir estar em todos os sítios, o que considerou “manifestamente impossível”, pelo número de efectivos existentes.

“Vamos ter de melhorar a nossa organização, para podermos dar respostas às situações que nos apelam. Para isso, existem projectos que estão em curso para melhorar a operacionalidade da polícia nacional, com investimentos da segunda fase do projecto Cidade Segura e central de investigação criminal para melhorar a organização e o controlo, em relação às investigações”, confirmou.

Adiantou que o plano polícia de proximidade deve contar com a colaboração de outras instituições, assim como investimentos a nível da fronteira, para melhorar a segurança aeroportuária, a polícia fiscal e marítima.

“A nossa missão é ter polícias nas ruas e estar mais próximo da comunidade. Temos estado a fazer de tudo para darmos mais confiança à população”, ressaltou.

Para concluir, Emanuel Estaline Moreno sublinhou que a corporação tem trabalhado com dados, analisados, para poder saber como actuar lá onde for necessário.

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