Filomena Gonçalves falava aos jornalistas na Cidade da Praia para fazer o balanço das jornadas parlamentares do MpD, visando a preparação da primeira sessão plenária de Junho, que arranca na quarta-feira, tendo como pano de fundo o debate com o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

Este debate com Paulo Rocha, disse aquela deputada, será uma “excelente oportunidade” de o Governo poder, “uma vez mais”, informar ao país sobre os “vários ganhos” que Cabo Verde tem alcançado nos últimos três anos.

“Os cabo-verdianos estão cada vez mais confiantes e determinados a enfrentar e vender os novos desafios com que o país está confrontado neste domínio”, afirmou Filomena Gonçalves, defendendo que não poderá haver o desenvolvimento e crescimento se não forem vencidos os desafios da segurança.

Aquela deputada do MpD afirmou ainda que as questões à volta da segurança são hoje globais, por causa das ameaças do terrorismo, do narcotráfico e da criminalidade.

Na nossa sub-região da CEDEAO, indicou Filomena Gonçalves, que há ameaças constantes em alguns países membros, tais como Mali, Burquina, Níger e Nigéria. É nesse quadro que, acrescentou, Cabo Verde tem estabelecido “de uma forma inteligente e pragmática parcerias fortes a nível de segurança” junto de países amigos e principais aliados do arquipélago.

Segundo Filomena Gonçalves, os dados sobre a criminalidade dão conta que este fenómeno tem diminuído “substancialmente” nos principais centros urbanos do país fruto de “políticas assertivas” do Governo.

Questionada sobre o aumento de casos de pessoas desaparecidas, aquela porta-voz do grupo parlamentar MpD respondeu que no ponto de vista do seu partido, a criminalidade não se reduz aos casos de desaparecimento de pessoas.

“Estamos a deparar sim com ‘fake-news’, que nós temos que ver que, se calhar, todo o país tem que debruçar sobre isso para ver se não há uma tendência de se tentar, portanto, lançar pânico às pessoas”, acrescentou Filomena Gonçalves, defendendo ainda que é necessário se centrar nos dados.

“Nós acreditamos que temos instituições sérias no país e estamos a trabalhar com os dados (…) acreditamos que a oposição tem todos os instrumentos legais que se se deparar, de facto, com a adulteração dos dados tem mecanismos legais para por cobro a essa situação”, finalizou.

Nesta primeira sessão de Junho, além desse debate com o ministro sobre situação da segurança, os deputas vão ainda se debruçar sobre algumas propostas legislativas, nomeadamente a proposta de lei que define a pensão financeira mensal a atribuir às vítimas de tortura e maus tratos ocorridos em São Vicente e Santo Antão, durante o período de partido único, e um conjunto de outras propostas de lei para discussão na especialidade e votação global.

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