“Houve uma suspensão das aulas, como prevenção de confrontos ou acções violentas que podem acontecer devido a posições eleitorais polarizadas. Então temos permanecido em nossas casas”, acrescentou.

Ainda de acordo com Jenival Brito, a maior preocupação neste momento é o facto de na cidade de La Paz, onde continuam as manifestações e clima de tensão, por ser onde o governo está sedeado, haver alguns cabo-verdianos.

Já que na Bolívia não há uma representação consular cabo-verdiana, afirmou Jenival Brito que os estudantes gostariam que o Governo de Cabo Verde acompanhasse as suas situações e que usasse os mecanismos institucionais caso for necessário.

Após as últimas eleições, a Bolívia passa por uma crise política, com “insegurança generalizada”, devido a manifestações e confrontos entre militares, policiais e seguidores do presidente Evo Morales, que se demitiu do cargo no domingo, 10 de Novembro, após perder o apoio das forças policiais e militares.

A senadora da oposição Jeanine Áñez assumiu nesta terça-feira a presidência da Bolívia, apesar de apoiadores do líder boliviano acusarem falta de quórum na sessão que alçou a parlamentar ao posto.

Morales chegou, também na terça-feira, ao México, na qualidade de asilado em um avião militar mexicano.

O ex-presidente boliviano disse nesta quarta-feira que voltaria para “pacificar” o seu país se os bolivianos pedissem, após semanas de protestos violentos que levaram à sua demissão.

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