“Os países comprometeram-se que vão cobrir” o valor em falta que o Presidente guineense pediu aos seus parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na XII conferência de chefes de Estado e de Governo da organização, disse Jorge Carlos Fonseca, no final da reunião de dois dias.

“Por aí não há problema”, comentou o presidente em exercício da CPLP.

As eleições legislativas na Guiné-Bissau estão orçadas em cerca de 7,8 milhões de dólares (cerca de 6,6 milhões de euros) e, na cimeira do Sal, o Presidente guineense, José Mário Vaz, pediu um apoio de cerca de três milhões de euros.

O Presidente da Guiné-Bissau “falou das eleições e das dificuldades em mobilizar os recursos financeiros necessários ao processo eleitoral”, comentou o chefe de Estado cabo-verdiano, que referiu que o seu país irá ajudar também na preparação do processo eleitoral.

“Pediu [apoio] a todos, menos a Cabo Verde. Eu indignei-me”, descreveu, em tom humorístico, antes de referir que o seu país também se disponibilizou para contribuir “na medida das suas possibilidades”.

Os chefes de Estado e de Governo da CPLP apelaram hoje aos membros para que garantam atempadamente as “contribuições já anunciadas” para apoio às eleições legislativas na Guiné-Bissau, marcadas para 18 de novembro.

“Congratularam as autoridades da Guiné-Bissau pelo anúncio da realização de eleições legislativas, previstas para o dia 18 de novembro de 2018, e apelam à Comunidade de parceiros no sentido da concretização atempada das contribuições já anunciadas, indispensáveis à realização das eleições”, lê-se na Declaração de Santa Maria, hoje aprovada.

Durante a XII conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorreu entre terça-feira e hoje, Cabo Verde assumiu a presidência rotativa da organização, por um período de dois anos, e com o lema "Cultura, Pessoas e Oceanos.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os Estados-membros da CPLP.