Arlindo do Rosário encontra-se na região Fogo/Brava juntamente com o ministro da Administração Interna, presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros e outros responsáveis do seu ministério, para a acompanhar a situação de covid-19 e decidir as estratégias e medidas para conter a disseminação do vírus.
Segundo o governante todos os procedimentos estão prontos para ter o laboratório a funcionar, mas falta “um passo essencial” que é a questão da câmara de biossegurança.
O Ministério da Saúde, continuou, já tem um plano para trazer, temporariamente, uma câmara para o laboratório da ilha, sublinhando que a técnica que irá trabalhar já se encontra na ilha, os demais equipamentos e reagentes estão disponíveis e por isso acredita que até final da primeira quinzena de Setembro o hospital terá a possibilidade de realizar os testes PCR.
Além da questão de laboratório, neste processo de combate à pandemia, uma das questões analisadas com o director da Região Sanitária, delegados de Saúde e responsáveis dos centros de saúde e outras responsáveis é a questão da criação de um centro único de isolamento institucional dos pacientes infectados com covid-19.
À semelhança do que aconteceu na região sanitária de Santiago Norte, “e que deu resultado”, apontou, o ministério pretende criar um centro único de isolamento dos infectados, que deverá localizar-se em São Filipe, o mais próximo do hospital regional, de modo a facilitar em vários aspectos, desde a gestão do espaço, colocação do pessoal e acompanhamento.
A maior dificuldade que se coloca, segundo a mesma fonte, é questão do transporte dos pacientes, mas indicou que este aspecto está sendo equacionado com o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros e com as câmaras municipais para fazer encaminhamento dos casos ao centro de isolamento.
Arlindo do Rosário indicou que todas as estruturas da região sanitária foram contempladas com reforço de meios, materiais e humanos, nomeadamente de enfermeiros e pessoal de apoio operacional, mas também de técnicos para laboratório e para o espaço de isolamento e controlo no porto e aeródromo na área de vigilância, para garantir “maior segurança”.
Questionado sobre a possibilidade da massificação de testes rápidos nas três localidades da parte sul dos Mosteiros, Arlindo do Rosário indicou que os testes rápidos têm “maior eficiência” nos inquéritos da população para detectar a existência de vírus.
Neste momento, referiu, já se sabe que o vírus está a circular na ilha e que o mais importante agora é a área de investigação com realização dos testes PCR nos contactos das pessoas infectadas para poder confirmar.
Em caso positivo far-se-á o isolamento dos pacientes, observando que os testes PCR, a nível hospitalar, demoram dois a três dias para se ter o resultado, e a realização dos testes rápidos pode ajudar na intervenção e ter uma acção mais focalizada.
Durante a reunião com as diferentes estruturas de Saúde e com as três câmaras municipais, responsáveis do Ministério da Saúde confirmaram a chegada hoje de alguns equipamentos para todas as estruturas de Saúde da região.
JR/AA
Inforpress/Fim
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