No comunicado enviado à Inforpress, o líder desta formação política sem assento parlamentar, Gilson Alves, afirmou que “é inegável e inevitável” que se está, neste momento, “a atravessar uma segunda vaga da pandemia”, e que “podemos vir a atravessar uma terceira com a chegada do inverno”.
Defendeu que se deve adiar as autárquicas de 25 de Outubro 2020 para a primavera 2021, ou seja, para Abril, e que os actuais presidentes de câmara, em finais de mandato, “assumam a presidência interina das respectivas câmaras como um gesto patriótico”.
“Independentemente das cores partidárias, é difícil fazer política em tempos destes, quando o que se espera, mais do que nunca, é o sacrifício patriótico, a generosidade de espírito, a solidariedade”, lê-se no comunicado.
Segundo Gilson Alves, “um processo político, nesta altura” e com as autárquicas “disputadas e aguerridas”, “fará mais mal do que bem ao país”. Pelo que, sustentou, deve-se prevalecer a saúde pública.
“A protecção da saúde pública é obviada, assim, pois, não se deve esquecer a grande fragilidade do nosso sistema nacional de saúde, não equipado para eventos destes, e as letais consequências que teríamos todos de suportar caso houvesse uma explosão de casos”, acrescenta no documento.
No seu entender “é evidente que as eleições deste ano, caso se realizem com as restrições antecipadas, serão uma passarela fácil para os partidos no poder”. Isto porque, lembrou, “sem o contacto com as populações, sem aglomerações, sem uma real campanha eleitoral, os partidos pequenos e os independentes não podem de facto competir”.
“Melhor mesmo é o PTS e todos os Cabo-verdianos demonstrarem o seu apoio aos compatriotas presidentes de câmara, se disponibilizarem para qualquer eventualidade, e deixarem a chacina partidária para quando esta tempestade passar”, ajuntou ainda o líder do PTS que por esses motivos decidiu “não apresentar listas para as eleições autárquicas deste ano”.
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