“É a certeza da conectividade que o Governo estabelece. É importante porque estamos em prevenção para ajudar a evitar o cenário de propagação da covid-19 em Timor-Leste”, disse à Lusa o ministro de Estado na Presidência do Conselho de Ministros, Agio Pereira.

“Estes voos permite-nos gerir melhor a situação, para que o país sinta que não está completamente isolado, sem prejudicar os arranjos de segurança e de saúde de que o país precisa”, afirmou.

Na terça-feira o ministro dos Transportes e Comunicações, José Agostinho da Silva, assinou o acordo com a AirNorth que prevê a operação de três voos por semana entre Díli e Darwin “para o transporte de medicamentos, emergências médicas e fornecimento de bens e serviços essenciais”.

O acordo com a empresa australiana responde ao impacto que a covid-19 está a ter no que toca aos transportes aéreos, incluindo em Timor-Leste, depois da AirNorth e a Air Timor (responsável pelas ligações a Singapura e Kupang, na Indonésia) terem anunciado a suspensão de voos.

O Governo anunciou na quarta-feira o fecho das fronteiras à entrada de cidadãos de qualquer nacionalidade, pelo que as ligações entre Díli e Darwin serão, no essencial, para carga e para eventuais necessidades de emergências médicas.

“É crucial para questões para certificar os testes à covid-19 que são feitos no nosso Laboratório Nacional e que são assim verificados em Darwin”, disse.

“Ao mesmo tempo pode ser usado para transportes de emergência e até para a vinda de médicos ou outros especialistas. Ficamos com uma porta aberta para resolver eventuais problemas”, explicou Agio Pereira.

“Não é uma operação meramente comercial. É uma operação de caráter humanitário também. A AirNorth fez-nos um muito bom preço”, disse, sem revelar o valor.

Fonte do executivo disse que o primeiro voo, de um Embraer ERJ-170, é esperado em Díli às 14:30 de sexta-feira, hora local (06:30 hora de Lisboa).

Timor-Leste, que tem um caso confirmado de covid-19 está em estado de emergência desde 28 de março e com várias medidas restritivas.

A pandemia da covid-19 já matou mais de 87 mil pessoas em todo o mundo desde que a doença surgiu em dezembro e mais de 1,5 milhões estão infetados, em 192 países e territórios.

ASP // PJA

Lusa/FIm

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.