“A ilha, em especial, merece neste momento uma atenção particular. Saudamos o envio de reforços em recursos humanos (médicos, enfermeiros e demais pessoal da saúde) e materiais, em elementos policiais e militares (em tarefas de auxílio às populações)”, afirmou o chefe de Estado, em mensagem divulgada ontem.

Na sexta-feira, um contingente de 45 elementos, incluindo militares, técnicos da Proteção Civil e enfermeiros, tinha já sido mobilizado para a Boa Vista, que concentra os únicos casos de covid-19 no arquipélago de Cabo Verde, três turistas estrangeiros.

Hoje partiram para a ilha mais 20 militares, 11 polícias e cinco bombeiros, além de elementos da proteção civil.

“Há dificuldades com a distribuição de água e a recolha do lixo, razões que devem levar a um apoio rápido e adequado nesses setores”, descreveu, na mesma mensagem, o Presidente.

A ilha da Boa Vista está em quarentena pelo menos até 04 de abril, com as ligações aéreas e marítimas suspensas. Os dois hotéis onde foram detetados os três casos da covid-19, em dois turistas ingleses e uma dos Países Baixos, estão igualmente em quarentena, mantendo-se no interior clientes e funcionários.

“O senhor presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, José Luís Santos, com quem falei ao telefone há pouco e tenho falado mais nestes tempos difíceis, está naturalmente preocupado com a severidade da situação, as dificuldades e os desafios que tem pela frente, mas também determinado, ciente das responsabilidades e esperançado em vencer esta crise”, referiu Jorge Carlos Fonseca.

“Muita força, coragem e clarividência à liderança municipal e um abraço de solidariedade e de conforto a todos os boavistenses”, apelou o chefe de Estado.

O Governo ativou o plano nacional de contingência para lidar com a pandemia da covid-19, apesar de até agora todos os casos confirmados serem os da Boa Vista. Todos os voos internacionais, com exceção dos de repatriamento, foram suspensos, entre outras medidas preventivas.

“Tenho mantido contactos regulares com o senhor primeiro-ministro, no contexto complexo em que vive hoje o país, acompanhando a evolução da situação e trocando impressões sobre medidas a adotar, exigindo-se de todos, não só às autoridades, sentido de responsabilidade e de coesão nacional, determinação, respeito pelas diretivas emanadas das autoridades competentes e espírito de funda solidariedade e humildade (ninguém pode pensar que a ‘minha solução’, o que eu ‘acho’, é a via correta, única ou miraculosa)”, afirmou Jorge Carlos Fonseca, na mesma mensagem.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 345 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

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