A Inforpress tentou saber qual o sentimento dos sanvicentinos em relação ao aumento de casos registado nos últimos dias na capital do País e Manuel Dias é um destes que apontou uma “situação deveras preocupante”, já que, como disse, “todos os dias parece crescer mais e mais e as pessoas parecem se importar cada dia menos”.

“Essa doença é perigosa, mas há muitos jovens que pensam e parecem não saber que essa doença é pior que HIV, é silenciosa e depois nem sabemos como a podemos apanhar”, sublinhou este cidadão.

Dani Mariano igualmente acredita que a população da cidade da Praia tem sido “bem negligente”. “E não é por falta de informações, porque toda gente sabe o que se está a passar em Cabo Verde e no mundo. As pessoas não estão se preocupando com elas mesmas e nem com o próximo, estão muito irresponsáveis”, sublinhou.

Um cenário, que segundo Arlete Fortes está a ficar “muito grave” para aqueles que estão lá, como também para as pessoas nas outras ilhas, sustentou, questionando a fiabilidade dos testes rápidos feitos pelo menos 72 horas antes das viagens inter-ilhas.

“Acho que falta alguma sensibilidade nos praienses, que precisam ser mais conscientes e ter uma cidadania mais activa e responsável”, considerou a mesma fonte, para quem só com “consciência” é que se poderá combater este flagelo.

“Nós cabo-verdianos temos que tomar consciência e ouvir as autoridades”, defendeu também Jandira Rocha.

As mesmas autoridades que Manuel Dias considera que poderiam ter “mais pulso firme”.

“Medidas têm de ser tomadas para não colocar em risco também as outras ilhas, e se as autoridades tomarem providência e colocarem mais pressão, ninguém irá contra eles, porque se não for assim todos estarão em perigo”, defendeu este mindelense, para quem “se as pessoas não estão colaborando por bem, devem colaborar por mal”.

O jovem Aléxis Almeida também demonstrou a mesma opinião e até levanta a possibilidade de serem colocados militares nas ruas, para impedir os ajuntamentos.

“Porque se continuar assim, nunca mais sairemos desta situação. As autoridades sanitárias e de defesa devem agir com mais precisão, porque senão será uma lástima”, lançou.

Já Dani Mariano não vai no mesmo diapasão e acredita que “não é preciso fazer repressão para que as pessoas saibam, que têm de cuidar da sua saúde”.

“Essa teoria de se fazer repressão para que se respeite as normas é para animais e não para racionais como nós”, sublinhou Dani Mariano, que vai na mesma linha de Arlete Fortes e Jandira Rocha.

“Será que é preciso que as autoridades me obriguem a fazer algo que é certo? É preciso usar da força para que eu faça algo que é para o meu bem e bem dos outros?”, questionou a jovem Arlete Fortes, que fala em “algum egoísmo e irresponsabilidade”.

A cidade da Praia, que tem registado aumento de casos nos últimos dias, contabilizou, por exemplo, 35 dos 48 casos novos positivos divulgados nesta terça-feira e mais um óbito.

O país passa a contabilizar assim 673 casos activos, 1.930 recuperados e um total de 2.631 casos positivos acumulados e 26 óbitos.

O Ministério da Saúde tem vindo a reforçar sempre o apelo para que as pessoas fiquem em casa e tomem os devidos cuidados para evitar a propagação da covid-19.

LN/ZS

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