Gil Évora, que falava à Inforpress sobre a distribuição das máscaras comunitárias para serem vendidas nas farmácias ou disponibilizadas pelos serviços, isso tendo em consideração a entrada em vigor do artigo 16° do decreto-lei 47/2020, disse ainda que nas farmácias estão disponíveis máscaras cirúrgicas e comunitárias de dois tipos, de fabrico nacional e importada.

“Nós tivemos que importar mascaras comunitárias de Portugal porque, neste momento, a produção nacional não é suficiente para cobrirmos toda a necessidade do país”, precisou Gil Évora, para quem é impossível que, até o final de Maio, as unidades produtivas cabo-verdianas dêem resposta satisfatória para se atender todo o arquipélago.

Conforme aquele responsável, para responder à demanda de Cabo Verde, a Emprofac teve de importar cerca de 100 mil máscaras comunitária de Portugal, enquanto espera que os produtores nacionais sejam certificados e consigam responder a pedidos a nível nacional.

Segundo informou Gil Évora, o Instituto de Gestão da Qualidade e da Propriedade intelectual (IGQPI) encontra-se neste momento a proceder à certificação de várias unidades produtivas do País.

Em Santiago já foram certificadas cinco, em São Vicente, cinco, estando em curso a vistoria na Ribeira Grande de Santo Antão e Santa Cruz (interior de Santiago).

Neste momento disse contar apenas com a unidade produtiva Confecções Alves Monteiro, na Cidade da Praia, que está a entregar, semanalmente, cerca de 35 mil máscaras.

“Esse número é insuficiente para podermos cobrir todo o País, pelo que tivemos de importar num primeiro momento, esperando que outras unidades já certificadas venham a contribuir com maior número de mascaras”, disse, sublinhando, por outro lado, que a partir do momento que a produção nacional conseguir dar resposta às necessidades do País “nada será importado”.

As máscaras cirúrgicas a venda nas farmácias, conforme Gil Évora, podem atingir o valor de 110 escudos, máscara comunitária importada, 400 escudos, e máscara nacional, 235 escudos.

Lembrou ainda que quando as dez empresas já certificadas começarem a fazer entrega semanal de cerca de 110 mil máscaras, a Emprofac vai poder satisfazer a todos sem ter de recorrer ao exterior.

No documento publicado no Boletim Oficial a vigorar partir de segunda-feira, 25, consideram-se actividades cuja realização e o acesso abriga a utilização de mascaras faciais todas aquelas que impliquem contacto com o público, nomeadamente nos sectores da saúde, educação e transportes, sejam marítimas, aéreos ou terrestres.

A obrigatoriedade de utilização de máscaras faciais, de acordo com o decreto-lei 47/2020 aplica-se particularmente aos trabalhadores dos sectores públicos e privados cujas funções implicam um contacto directo com o público, assim como aos utentes e clientes desses serviços.

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