O porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Geng Shuang disse que, como "vizinhos próximos", os países da ASEAN têm a tradição de prestar apoio mútuo, e lembrou que, durante a crise da Síndrome Respiratória Aguda e Grave (SARS), ou pneumonia atípica, em 2003, a organização também realizou uma cimeira.

"Desde o início da epidemia do Covid-19, a China e os países da ASEAN mantêm estreita comunicação e colaboração", disse o porta-voz, sublinhando que a organização da reunião, "em tão pouco tempo", demonstra a sua "vontade e determinação" para enfrentar dificuldades através de esforços coordenados.

Geng revelou que o ministro, Wang Yi, vai explicar as medidas tomadas pela China para combater a epidemia, e que espera discutir com os seus homólogos o estabelecimento de um mecanismo permanente de cooperação pública em questões de saúde.

Segundo o porta-voz, a capital do Laos sediará, simultaneamente à reunião ministerial, uma reunião de médicos especialistas da ASEAN, organização composta por Brunei, Birmânia, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietname.

No total, existem 70.548 casos de infeção na China continental, que exclui Macau e Hong Kong. Entre aqueles casos, 58.182 foram reportados pela província de Hubei, epicentro do surto e onde várias cidades foram colocadas sob quarentena, com saídas e entradas interditas, uma medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

No total, o país reportou 1.770 mortos. Há ainda a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão, um em França e um em Taiwan.

Os países do Sudeste Asiático e o Japão registam o maior número de casos para além da China.

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