A duas semanas para os alunos voltarem às salas de aula para um novo ano lectivo, Eleonora Sousa informou que o Ministério da Educação (ME) já traçou algumas orientações que deverão ser seguidas pelas equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva, que existem em todos os concelhos do País.

Mesmo em situação de normalidade, assegurou, o ME dá uma atenção especial aos alunos que necessitam de maiores cuidados e nesta situação atípica a indicação não é diferente.

“Este grupo terá que ter uma resposta muito mais específica, individualizada e uma atenção redobrada”, disse, garantindo que a mesma atenção será dada aos alunos de grupos de riscos, que sofrem de alguma doença respiratória ou outros problemas de saúde.

Neste sentido, a mesma fonte assegurou que o ME já enviou uma orientação geral, que funciona como “baliza”, para todas as escolas do país, mas também vão enviar uma orientação específica, porque as respostas terão que ser específicas para cada concelho e para cada criança, uma vez que nem todos têm o mesmo tipo de deficiência.

“Estamos a preparar orientações específicas para este grupo e para esta equipa que vai trabalhar com os professores que têm alunos com necessidades educativas especiais, assim como temos para o pré-escolar, que são grupos que nós achamos que devem ter orientações específicas”, assegurou.

Uma das recomendações, apontou Eleonora Sousa, é a utilização das máscaras. Entretanto, reconhece que existem alunos que devido a sua deficiência, imperactividade ou outras mais dificuldades, dificilmente poderão utilizar máscaras.

“Há orientação no sentido de utilização de viseiras para um determinado grupo. Dependendo muito da caraterística ou da condição da deficiência as orientações serão adequadas a cada grupo especifico”, acentuou.

A directora nacional da Educação espera que haja um trabalho mais articulado entre as equipas multidisciplinares de apoio à educação, os professores e as escolas que trabalham com alunos com NEE, neste regresso às aulas.

Neste novo ano lectivo, segundo as indicações do ME, no Ensino básico (1º ao 4º ano) o ensino é presencial e diário, as turmas passam a ter o máximo 22 alunos, sendo um por carteira e com distanciamento de 1,5 metros.

As horas de ensino presencial passam para duas horas diárias e complementado pela “tele aulas” através do Programa “Aprende e Estudar em casa”, o tempo de duração de cada aula passa a ser de 25 minutos, para cada disciplina, os intervalos serão de cinco minutos e os alunos não transitam de sala.

Já no segundo ciclo do Ensino básico (5º ao 8º ano) e Ensino Secundário (9º ao 12º ano de escolaridade) o ensino presencial será alternado com o não presencial e as aulas presenciais serão alternadas para cada grupo da turma, isto é, três dias um grupo e três dias o outro grupo.

AM/CP

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