A universidade norte-americana Johns Hopkins avançou nesta sexta-feira (20.03) com um número de mais de 10.000 pessoas que até agora sucumbiram à pandemia em todo o mundo.

Oficialmente estão infetadas 244.000 pessoas, mas os especialistas alertam para a probabilidade do número real ser bastante superior. Muitas pessoas têm poucos ou nenhuns. Não obstante, médicos verificam sequelas em algumas pessoas consideradas curadas, como deficiências pulmonares.

O Instituto Robert Koch (RKI) registou esta sexta-feira (20.03) quase 14.000 infeções - um aumento de quase 3.000 em relação ao dia anterior - e 31 mortes na Alemanha, um aumento de 20 de um dia para o outro.

O presidente da instituto, Lothar Wieler, que aconselha o Governo de Berlim, considerou que o país regista um "crescimento exponencial" no número de casos de infeção. Mas Wieler escusou-se a recomendar uma quarentena obrigatória, relegando essa decisão às autoridades alemãs.

Medidas draconianas em todo o continente

A Alemanha está sob pressão crescente dos seus parceiros na União Europeia (UE) para adotar medidas mais drásticas para travar o alastramento do novo coronavírus.

O Governo de Berlim anunciou que vai observar durante o dia de sábado (21.03) até que ponto os cidadãos obedecem aos regulamentos em vigor, do que dependerão eventuais medidas mais restritivas, que poderão ser implementadas já na próxima segunda-feira (23.03).

Quase todos os países vizinhos da Alemanha, incluindo a França, já declararam o estado de emergência e obrigam as populações a ficar em casa, com exceções para profissionais considerados imprescindíveis, por exemplo, no setor da saúde.

Na Itália, o país europeu mais severamente afetado pela pandemia, onde estão em vigor as medidas mais drásticas, líderes comunitários apontam muitas violações da quarentena e exigem maior controlo por parte do Estado. Na quinta-feira (19.03) o número de óbitos naquele país chegou aos 3.405, superando os da China, onde o surto começou.

Situação alarmante dos refugiados

Devido à propagação do coronavírus, os estados da UE praticamente fecharam as fronteiras, autorizando apenas o movimento de mercadoria. Esta decisão levou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) a suspender os seus programas de reassentamento de refugiados na Europa.

Antes da pandemia alcançar o continente, a Alemanha e outros países europeus tinham-se disponibilizado para acolher pelo menos os mais vulneráveis: cerca de 1.500 menores não acompanhados. Muitos residem em campos super-lotados como aquele na ilha de Lesbos, na Grécia, pensado para 3.000 pessoas, onde agora vivem 20.000, e onde já antes da pandemia as condições de higiene e saúde eram catastróficas.

por: Agência Lusa, ck

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