Ulisses Correia e Silva, que falava hoje à margem da apresentação do projecto de “Melhoria de diagnóstico médico em Cabo Verde”, considerou que se trata de um desafio a nível global em que nenhum país do mundo está livre de ter casos no seu território.

“O Governo de Cabo Verde tem estado a prevenir assim como vários outros países do mundo estão a fazer, criar capacidade de respostas, sendo que não é possível fechar as fronteiras do mundo e a circulação continuará a existir até que o controlo seja efectivo”, mencionou.

Para o primeiro-ministro, o país tem de estar preparado, sem situações de dramas e alarmes que muitas das vezes são oportunistas para tirar o proveito de ocasiões que atingem a globalidade.

Na ocasião lembrou que o Governo já mobilizou 76,8 mil contos para financiar o Plano de Emergência da luta contra a epidemia do novo coronavírus que visa a aquisição de materiais e equipamentos, recrutamento de mão-de-obra necessária e recursos humanos para dar respostas e enfrentar o surto pandémico.

“Tivemos de adoptar uma medida de urgência e emergência interditando voos de Itália que tem voos diários para Cabo Verde particularmente na zona norte onde está a concentração dos casos do Covid-19, é uma medida temporária transitória mas que tivemos de adoptar no sentido de precavermos, retardar o máximo possível a possibilidade da chegada em Cabo Verde e estarmos preparados para tudo”, referiu.

A resolução 34/2020 do Conselho de Ministros, publicada na terça-feira, 25, no Boletim Oficial, realça que, para o efeito, foram cortadas verbas nos vários ministérios, previstas no Orçamento do Estado para 2020, essencialmente nas rubricas de “deslocação e estadas” de membros do executivo.

Foram atribuídos, ao abrigo deste Plano de Emergência, 13.124.814 escudos para despesas com pessoal médico, 25.575.000 escudos para aquisições de bens e serviços clínicos e 38.153.000 escudos para compra de máquinas e equipamento clínico.

O Covid-19, detectado em Dezembro na China e que pode causar infecções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.858 mortos e infectou mais de 83 mil pessoas, de acordo com dados reportados por meia centena de países e territórios.

Das pessoas infectadas, mais de 36 mil recuperaram.

Além de 2.788 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

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