Em conferência de imprensa, o deputado nacional do PAICV informou que vai constituir um advogado para apresentar uma queixa nas instâncias judiciais contra a Electra que, segundo ressalva, se presume que facultou as informações ao jornal o País.

Rui Semedo disse também que vai queixar-se nas instâncias judiciais e na Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC) contra o jornal que publicou a notícia de forma “ilegal e abusiva” e que “tenta conspurcar o seu bom nome e sua integridade moral.”

“Sabendo o que se passa nas empresas públicas, e quem está próximo do jornal onde foi publicada a notícia, tudo indica que está é a forma escolhida para tentar calar e silenciar o PAICV, na oposição”, defendeu Semedo, lembrando que esta forma de atuar é “bem conhecida através das práticas nos idos anos 90”.

O deputado garantiu que pode comprovar que é falsa a acusação que lhe é imputada quer pela Electra quer pelo jornal.

Repudiou, igualmente, o que considera ser “uma forma vil” de denegrir a sua imagem e da sua família para tentar “conseguir ganhos políticos mesquinhos e de curtíssimo prazo.”

“A notícia faz questão de me tratar, desde logo, como alguém que roubou energia elétrica, emitindo juízos de valor, tirando conclusões, me julgando e me condenando na praça pública, sem sequer verificar as fontes e sem nunca se ter preocupado em ouvir o contraditório, como mandam as regras do jornalismo”, constatou.

Para Rui Semedo, não restam dúvidas de que se está perante “uma cabala concebida e montada para o atingir, diretamente, e, indiretamente, o PAICV”

O vice-presidente do PAICV esclareceu que o caso aconteceu no dia 7 de Agosto, quando funcionários da Electra chegaram à sua residência, alegando que iam mudar o contador e disseram à sua esposa que a ligação estava irregular.

Depois que chegou à casa, prosseguiu, o pessoal da Electra lhe comunicou o caso e as suas implicações que seriam o corte de energia e posterior ação judicial.

Decidiu chamar a empresa que prestou serviços de instalação elétrica.

No entanto, conforme Semedo, depois de muitas “voltas e viravoltas” fez-se o corte, o auto que foi assinado pelo titular da conta que é a sua filha, proprietária da casa.

Avançou que os técnicos assumiram o compromisso de voltar a restabelecer a ligação depois de ele pagar 36.539 escudos, incluindo a taxa de religação, valor “que foi pago imediatamente.”

Rui Semedo fez questão de ressalvar que a “hipotética ligação irregular” noticiada no jornal aconteceu dentro da caixa que se localiza na rua que está sob controlo “único e exclusivo da Electra” e que a empresa não permite sequer que se coloque cadeado nela.

Entretanto, questionado se houve ou não ligação irregular , Rui Semedo afirmou que “só a Electra é que pode dizer porque não entende dessa área”

O deputado lembrou ainda que a Electra sempre colocou selos nas caixas todas e que os profissionais da empresa lhe disseram que não havia selos na caixa da sua residência. Por isso, acredita que alguém, “um profissional conhecedor da área, terá mexido na caixa, porque aquelas ligações só profissionais podem fazê-las”, concluiu.

“Eu considero que se se comprovar que houve violação à caixa, alguém que o fez tem uma intenção de me perseguir, de me colocar mal e de me criminalizar”, sustentou.

A mesma fonte defendeu que se trata de “cabala montada por interessados”, até porque referiu que um jurista, profissional da Electra, lhe disse “que ele é uma figura pública e que tem muitos inimigos”.

Questionado se esta afirmação é uma “forma diplomática de acusar o partido da situação” (MpD), Semedo afirmou que “a situação já nos acusou com acusações muito graves contra a oposição” e deu sinais de que “quer perseguir de forma gratuita a oposição”.

A Inforpress contactou a Electra para esclarecer este caso, mas até agora não houve nenhum feedback. No entanto, a Inforpress promete trazer a reação da empresa caso ela se mostrar disponível.