A situação, segundo a secretária executiva da Associação de Crianças Desfavorecidas (ACRIDES), Carmen Delgado, coordenadora nacional das redes locais, lidera as denúncias e é tido como um dos principais problemas violador dos direitos da criança, constantes do relatório apresentado ao Comité Internacional dos Direitos da Crianças, em 2017, pela Comissão Nacional de Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC).

Por isso, a razão desta socialização realizada hoje, no Mindelo, para abordar as recomendações do comité, que fala sobre a necessidade de se dar “melhor resposta” ao turismo que deve ser “sustentável e amigo da criança”.

Nesta senda, ajuntou, a rede nacional pretende trabalhar para encontrar soluções, que não tragam “situações graves”, inclusive de exploração sexual, que, considerou, existe em Cabo Verde, não só em São Vicente, mas também em todas as ilhas.

“Nós somos um país que vive do turismo e devemos investir neste sector, mas que seja sustentável”, disse Carmen Delgado, justificando a realização deste ateliê para recolher subsídios para estas e outras recomendações e “melhorar o sincronismo” entre as entidades responsáveis.

Sendo assim, começam pela rede local de São Vicente, que foi beneficiária do Fundo de Negócios da Cooperação Portuguesa e do Luxemburgo e que também aproveita a actividade desta quinta-feira para recolher contributos e estabelecer um plano de acção para os próximos seis meses.

Isto porque, segundo a coordenadora local, Elisabete Alves, após a realização do plano de 2018, que terminou em Março último tiveram uma paragem para reavaliar e agora com os novos financiamentos poderão ter mais espaço de manobra e dar continuidade ao trabalho de prevenção e sensibilização contra o abuso sexual de menores.

Elisabete Alves disse ser “preocupante” o cenário de exploração em São Vicente, mas que têm tentado combater com várias actividades, incluindo palestras.

Aliás, conforme a responsável, estas palestras mostram surtir efeito e inclusive uma delas poderá ter dado coragem aos alunos, que estiveram presentes, para denunciar o caso da Escola de Salamansa, periferia da cidade do Mindelo, que veio à baila recentemente.

Durante o ateliê, que decorre ao longo do dia de hoje, vai ser assinado ainda, segundo a coordenadora Carmen Delgado, um compromisso de acordo de responsabilidade com os membros para “reforçar o engajamento nesta causa de todos”.

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