“As repetidas ameaças e ataques diretos à Rádio Capital FM e aos seus funcionários enviam uma mensagem assustadora à imprensa na Guiné-Bissau – tanto mais que os agressores usavam uniformes da guarda nacional”, disse Ângela Quintal, coordenadora do programa do Comité de Proteção de Jornalistas para África.

Segundo Ângela Quintal, as “autoridades devem levar a sério aquelas ameaças e ataques, identificar os autores e responsabilizá-los”.

A Rádio Capital FM em Bissau foi vandalizada a 26 de julho por um grupo de homens armados que invadiu as suas instalações e destruiu-as, impedindo a emissora de funcionar.

Apesar das instalações destruídas, a Rádio Capital FM está a transmitir alguns programas através da sua página oficial no Facebook, onde também anunciou que já foi ouvida pela Polícia Judiciária guineense no âmbito da investigação ao ataque.

O ataque motivou reações de toda a sociedade civil guineense e de vários partidos políticos.

O Governo e o Presidente guineenses também condenaram o ataque, que está a ser investigado pela Polícia Judiciária do país.

Os parceiros internacionais da Guiné-Bissau condenaram também o ataque perpetrado contra a Rádio Capital FM, salientando que “violam a liberdade de expressão e o direito à opinião”.

“Tais atos, que violam a liberdade de expressão e o direito à informação das pessoas, são repreensíveis num Estado de direito e minam seriamente a liberdade de opinião, que é fundamental nos Estados democráticos”, referiram as Nações Unidas, União Europeia, União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

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