O deputado Adilson Fernandes, presidente da Comissão Política Concelhia do MpD no Paul, que assina o documento, disse ter constatado “a saga persecutória do maior partido da oposição relativamente ao programa de mitigação da seca e do mau ano agrícola”.

É que, no entender de Adilson Fernandes, essa é uma situação que “deveria servir para unir a classe política na procura das medidas assertivas para atenuar os seus efeitos, ao invés de ser utilizada como arma de arremesso político”.

Adilson Fernandes defende que o plano de emergência, para reparar os estragos causados pelas chuvas torrenciais de Outubro 2016, foi implementado com sucesso mas o PAICV tentou “sem êxito, manchar a imagem e o bom nome do governo junto dos nossos parceiros de desenvolvimento que financiaram o referido programa”.

O político do MpD refere, também, à maneira como o Governo enfrentou “em 2017/2018, a mais severa seca das últimas quatro décadas, de forma estruturada”, concebendo e implementando “medidas excepcionais” para atenuar os efeitos da seca e do mau ano agrícola, nomeadamente, através de acções de salvamento do gado, gestão e abastecimento de água e criação de emprego.

Adilson Fernandes afiança que “no quadro do Orçamento de Estado para 2019, o Governo tomou um conjunto de medidas de incentivo fiscal”, para debelar os efeitos da seca “seguindo uma abordagem pragmática e assertiva, consubstanciada numa filosofia de intervenção diametralmente oposta a filosofia assistencialista e populista outrora implementada durante a governação do PAICV”.

“O PAICV-SA e o seu líder regional revelam uma desfaçatez e falta de respeito pela inteligência dos santantonenses” afirma Adilson Fernandes referindo a uma afirmação atribuída àquele líder partidário, segundo a qual “o programa de rendimento social de inclusão (RSI) iniciou sem critérios claros de selecção e sem nenhum mecanismo de seguimento dos beneficiários”.

“Nada mais falso!”, garantiu o político, explicando que o RSI é “uma medida de política definida no Programa do Governo que estabelece como uma das prioridades o combate à pobreza extrema e a melhoria das condições de vida dos Cabo-Verdianos”, adiantando que “cerca de 153 famílias na ilha de Santo Antão foram contempladas, sendo que cada uma das famílias recebeu cerca de 33 mil escudos referentes ao período de Julho a Dezembro de 2018”.

O comunicado do MpD desmente, por outro lado, as acusações e críticas constantes do comunicado divulgado pela CPR-SA do PAICV, nomeadamente no que toca à questão do desengajamento do POSER do transporte escolar, bem como à diminuição de bolsas de estudo.

É que, conforme explica o documento do MpD, no que toca a bolsas de estudo “este ano verificou-se um aumento exponencial de 600 para 1300” e no tocante ao transporte escolar o Governo aumentou as verbas destinadas às câmaras municipais, por exemplo, “de 800 contos para quatro mil contos anuais somente no município do Porto Novo”.

A ausência de sinal da RTC que será resolvida a breve trecho com a implementação do projecto da Televisão Digital Terrestre (TDT), o relacionamento e a forte parceria entre o Governo e as câmaras municipais, a implementação de obras como a requalificação urbana, a habitação social, a requalificação de orlas marítimas e o desencravamento de localidades bem como a dotação de mais recursos aos municípios são alguns dos aspectos que Adilson Fernandes considera serem ganhos conseguidos com a actual governação do país, em oposição às críticas do PAICV.

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