A cobrança de impostos em Cabo Verde representou 19,2% do PIB em 2015, em linha com a média africana de 19,1% e bastante abaixo dos países da OCDE, com um rácio de 34,3%.

De acordo com um relatório divulgado hoje sobre as estatísticas fiscais de 21 países africanos, dos quais Cabo Verde é o único lusófono, a cobrança de impostos em 2015 equivaleu a 19,2% do Produto Interno Bruto (PIB) deste arquipélago.

"A mobilização dos recursos domésticos está a melhorar consistentemente nos países africanos", lê-se no relatório 'Estatísticas das Receitas em África 2017', produzido em conjunto pelo Fórum Africano da Administração Fiscal, Comissão da União Africana e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), e financiado pela União Europeia.

O rácio médio entre a coleta de impostos e o PIB de cada país foi de 19,5% em 2015, "um aumento de 0,4 pontos percentuais face a 2014", dizem os autores do relatório, sublinhando que face a 2000 este aumento foi de cinco pontos percentuais.

O relatório inclui os dados das receitas fiscais de 16 países: Cabo Verde, Camarões, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Gana, Quénia, Ilhas Maurícias, Marrocos, Niger, Ruanda, Senegal, África do Sul, Suazilândia, Togo, Tunísia e Uganda.

Lusa