Zaida de Freitas fez estas declarações aos jornalistas, à margem da realização da 49ª reunião Plenária da organização, realizada por videoconferência, devido à pandemia do novo coronavírus.

Segundo esta responsável, o encontro serviu para fazer uma reflexão sobre o impacto desta pandemia da covid-19 na realização dos direitos humanos em Cabo Verde, no contexto nacional, salientando que a crise sanitária causada pela covi-19 tem implicações muito graves em todos os sectores.

Conforme avançou, durante a reunião, foram identificadas áreas que precisam, com maior urgência, de uma intervenção e de alguns grupos específicos que igualmente precisam de uma actuação mais cuidada de todos os sectores, para fazerem face à pandemia.

Apontou a desigualdade social, a saúde reprodutiva, a condição das trabalhadoras do sector informal, das pessoas com deficiência, o acesso a saúde, precariedade e direito laboral como as áreas e grupos com fragilidades, devido a pandemia do novo coronavírus.

“A questão das desigualdades sociais é a primeira questão que salta à vista de todos. Sabemos que Cabo Verde é um país que tem muitas fragilidades em termos de realizações dos direitos económicos e sociais, mas com esta pandemia a questão da desigualdade social, que já existia, vem à baila e acaba por assumir uma proporção maior”, declarou.

Zaida de Freitas defendeu a necessidade de criação de grupos de trabalhos, que posteriormente irão delinear um conjunto de estratégia e recomendações, que sirvam para apoiar as classes mais afectadas.

“Foi delineado um conjunto de fragilidades que já existiam e outras que surgiram e que em consequência agudizaram-se perante a situação dessa crise que estamos a viver . E estes grupos de trabalho irão delinear um conjunto de estratégia e recomendações para melhorar a situação no país”, realçou.

Revelou, por outro lado, que a actuação da CNDHC neste contexto da covid-19 “não está a ser fácil”, sublinhando o organismo teve que se reorganizar internamente para melhor atender às demandas, lembrando que a referida instituição efectuou uma série de visitas aos locais de privação de liberdade durante o estado de emergência.

Avançou ainda que a CNDHC já recebeu até este momento cerca de 60 denúncias, algumas relacionadas com o contexto da covid-19, de cidadãos que alegaram terem sido vítimas de excesso de autoridade policial, privados de regressarem aos países de origem, entre outras questões.

CM/JMV

Inforpress/Fim

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