O rapper luso-caboverdiano Chullage começou a rimar desde os 14 anos. Um trabalho que realizava na rua e que 10 anos depois transpôs para o primeiro disco e atingiu as 3500 unidades vendidas.

Cresceu nas ruinas do antigo Asilo 28 de Maio, onde pode aperceber-se da condição social em que viviam muitos imigrantes cabo-verdianos. Aprendeu a observar e a interpretar a realidade de que fazia parte e através das rimas e beats das suas canções passou a denunciar.

O racismo, a disigualdade e as incoerências socias são os temas que o artista revela, um discurso social mas que, também, pretende-se político. Para o artista a acção social deve ser positiva, activa e contribuir para a capacitação das pessoas.

Nuno Santos cresceu numa familia que o apoiou e influenciou, mantendo viva a memória de um Cabo Verde distante mas sempre presente nas músicas ouvidas em casa e pelas palavras dos pais. Chullage conta-nos que esta influência pode ser encontrada na construção da melodia e ritmo base da sua música.

Depois de estar lançado em Portugal regressou as origens onde participou no festival da Baía das Gatas e descobriu que as suas rimas são aprecidades em Cabo Verde e teve a oportunidade de entrar em contacto com os rappers nacionais.

Além da música, o rapper participa em vários projectos junto da comunidade africana. Na associação Khapaz em que é um dos diregentes tem por objectico combater a marginalidade promovendo a integração social através da formação civica, educação através da arte e consciencialização política. Junto das escolas realiza trabalhos de sensibilização através da música.

Chullage ta papia di sê tera, sê muzika i sê família

Música: National Gettographik

Hilda Teófilo@

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