Segundo Enrique Días, o objectivo da guarnição militar espanhola no Golfo da Guiné e na África Ocidental é o de promover, por um lado, a formação de marinheiros dos diferentes países que visitam e, por outro, ajudar a garantir a segurança a nível desses estados.

Instado sobre a situação nos mares de Cabo Verde em relação à segurança, considerou que é “bastante boa”, quando comparada, por exemplo, com a que se vive no Golfe da Guiné, onde, de acordo com as suas palavras, tiveram que enfrentar duas tentativas de assalto a navios por parte dos piratas.

Vão permanecer durante cinco dias nas águas de Cabo Verde para vigiarem não só a pesca ilegal como também “combater o tráfico de substâncias ilícitas”, pelo que depois seguem viagem com destino às Ilhas Canárias, região autónoma de Espanha.

Por sua vez, a embaixadora do Reino de Espanha, na Praia, Dolores Ríos, entende que a presença do navio “Serviola” em Cabo Verde é “sinal de fortalecimento das relações” entre o seu país e Cabo Verde.

“Estamos muito satisfeitos com a presença do navio “Serviola” em Cabo Verde, pois durante a sua estadia no arquipélago, vai realizar exercícios conjuntos com o comando das operações especiais, além de formação destinada a este pessoal”, precisou a chefe da representação diplomática de Madrid na Praia.

Revelou, ainda, à imprensa que os fuzileiros do seu país tiveram já uma primeira intervenção no Porto da Praia ao ajudarem no resgate de um barco que estava a meter água.

O navio patrulha espanhol está a vir do Golfe da Guiné, onde realizou actividades de apoio militar naval com a Costa do Marfim, Gana, Camarões, Angola, Gabão, São Tomé e Príncipe e Nigéria.

Estas actividades, de acordo com Dolores Ríos, focaram-se na identificação dos riscos inerentes à navegação no Golfo da Guiné, estando estes ligados ao terrorismo, tráfico e imigração ilegais, e pirataria, o que levou à realização de várias operações conjuntas com o objectivo de “incrementar o conhecimento recíproco da área” e, desta forma, “contribuir para a luta contra” os referidos riscos.

Durante esta fase o “Serviola” levou a cabo duas operações de resgate a navios sequestrados por piratas. A primeira ocorreu em 9 de Abril, a cerca de 70 milhas a SW da Nigéria, onde foi resgatado o navio petroleiro Maria Soltin. A segunda operação deu-se em 6 de Maio a cerca de 6 milhas a SW da Guiné-Equatorial, onde a guarnição salvou a tripulação do navio mercante Blue Marlin, numa operação conjunta com a Marinha desse país.

O “Serviola” é uma das principais unidades navais de Vigilância da Força de Acção Marítima da Armada, e como tal, a sua missão principal é contribuir para a protecção dos interesses do Estado espanhol no mar.

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