A prisão de centenas de estrangeiros é confirmada pelo ministro do interior da Mauritânia.

O ministro que diz haver mão estrangeira por trás das manifestações.

Segundo o responsável, a presença estrangeira está relacionada com certos candidatos.

Recorde-se que a sociedade mauritaniana é marcada por disparidade entre comunidades arábico-berberes, haratina e afro-mauritaniana.

Os embaixadores do Senegal, do Mali e da Gâmbia foram convocados pelo ministério dos negócios estrangeiros, que apelou para que os cidadãos provenientes destes países se abstenham de participar nas manifestações.

Os protestos surgem após os quatro líderes da oposição, concorrentes às presidenciais de sábado, terem pedido à população para se manifestar contra a vitória do candidato apoiado pelo poder.

Três dos quatro líderes pedem a anulação das eleições, e apresentaram já recurso no Conselho Constitucional.

O quarto opositor, Baba Kane, diz não ter ainda tomado uma decisão, por ter dúvidas sobre o interesse duma queixa apresentada numa instituição que é “feudo do poder”.

A sede de campanha do partido de Baba Kane foi, entretanto, fechada pela polícia, por ordem do governo, o mesmo acontecendo às sedes dos três restantes opositores.

A França saudou o “clima pacífico” das presidenciais na Mauritânia, e felicitou Ghazouani pela vitória na primeira volta com 52, 01 por centos votos.

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