Carlos Reis falava à imprensa à margem da conferência “Protecção de dados: regime jurídico tratamento de dados no contexto laboral e video-vigilância no espaço público”, realizada no auditório da Universidade do Mindelo, pela Comissão Nacional de Protecção de Dados.

Segundo este responsável, a prespectiva é que os trabalhos de montagem da fibra óptica e das antenas nos locais, que vão estar sob o sistema de video-vigilância, sejam concluídos entre Setembro e Outubro, para, no início do último trimestre deste ano, ter o sistema em funcionamento.

A mesma fonte afirmou que não haverá mudanças no projecto e que a ilha de São Vicente vai receber nesta fase cerca de 300 câmaras, tal como indicaram os estudos prévios.

Carlos Reis destacou, por outro lado, que estão a fazer obras em simultâneo em São Vicente, no Sal e na Boa Vista e brevemente vai-se começar a extensão do projecto Cidade Segura na Praia.

Conforme a mesma fonte, o projecto prevê a fixação do sistema de video-vigilância no espaço público, mas não está no seu escopo estendê-lo a espaços privados. Isto porque, sustentou, o objectivo é a segurança colectiva, a segurança urbana e a prevenção da criminalidade no espaço urbano.

O coordenador do projecto Cidade Segura também era um dos oradores no painel sobre o sistema de video-vigilância a ser instalado em São Vicente. Disse que a sua abordagem iria centrar-se primeiramente em mostrar o sistema como um espaço de convivência entre dois direitos fundamentais.

Ou seja, elucidou, o direito fundamental à intimidade da vida privada e da privacidade de cada indivíduo e o direito à segurança colectiva que no fundo justifica ter o sistema de video-vigilância no espaço público.

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