"Espero que finalmente a Guiné-Bissau ganhe estabilidade, porque o país precisa de estabilidade, de mudar muita coisa, a sua economia, as suas estruturas produtivas e mesmo o tratamento das áreas do bem comum, como sejam a educação, saúde, o capital humano", disse o também professor universitário.

Carlos Lopes, que falava após a conferência "África na era da integração comercial. Será este o novo Pan-Africanismo?", a convite do Instituto Pedro Pires, disse, porém, que a Guiné-Bissau não pode ganhar estabilidade "enquanto não estiver em paz e sossego".

"E infelizmente a Guiné-Bissau não está em paz e sossego institucional faz tempo. Precisa de instituições mais sólidas, que sejam capazes de se ocuparem da economia, da transformação e do bem estar das pessoas", apontou o economista, natural de Canchungo, no norte da Guiné-Bissau, mas atualmente residente no Cabo, na África do Sul, onde dá aulas na universidade local.

A Guiné-Bissau realiza a 24 de novembro eleições presidenciais, tendo o Supremo Tribunal de Justiça rejeitado sete candidaturas e admitido 12, segundo a lista provisória afixada.

A justiça aceitou as candidaturas de Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Mutaro Intai Djabi, independente, Baciro Djá, do Frente Patriótica de Salvação Nacional (Frepasna) e Vicente Fernandes, do Partido de Convergência Democrática (PCD), e António Afonso Té, do Partido República da Independência para o Desenvolvimento (PRID).

Foram também aceites os nomes de Gabriel Fernando Indi, Partido Unido Social Democrático (PUSD), Nuno Gomes Nabian, Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Carlos Gomes Júnior, independente, Iaia Djaló, Partido Nova Democracia (PND), Idrissa Djaló, do Partido da Unidade Nacional (PUN), José Mário Vaz, independente, e Umaro Sissoco Embalo, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15).

Alaje Dijmo, Armando Có, Nancy Okeigwe, Jorge Otinta, Luís Nancassa, Impossa Ié e Nadeem Cabral de Almada foram os candidatos rejeitados pelo Supremo Tribunal de Justiça, que têm 48 horas para apresentar a sua reclamação.

A segunda volta do escrutínio, caso seja necessária, vai decorrer a 29 de dezembro.

A campanha eleitoral vai decorrer entre 01 e 22 de novembro.

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