Jorge Carlos de Almeida Fonseca, nasceu em Cabo Verde em 1950, país onde fez os estudos primários e secundários e onde actualmente reside (Praia).

Jurisconsulto e Professor universitário, é actualmente Professor Auxiliar e Presidente do Conselho Directivo do Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais de Cabo Verde, sendo também fundador e Presidente do Conselho de Administração das Fundação «Direito e Justiça».

É fundador e director da revista quadrimestral «Direito e Cidadania» também colaborador permanente da Revista Portuguesa de Ciência Criminal, e membro do Conselho Editorial da Revista de Economia e Direito, da Universidade Autónoma de Lisboa

Ilustre e prestigiado jurista, é autor de cerca de uma dúzia  de livros e de mais de meia centena de trabalhos científicos e técnicos no domínio do direito, publicados nomeadamente em Cabo Verde, Portugal, Brasil, Espanha, Argentina, Macau, Itália, Angola e México.

Foi Assistente Graduado da Faculdade de Direito de Lisboa (1982-1990),  Professor convidado de Direito Penal no Instituto de Medicina Legal de Lisboa (1987); Director residente e Professor Associado convidado do Curso de Direito e Administração Pública, na Universidade da Ásia Oriental (Macau-1989/1990).

Foi Director-Geral da Emigração (1975-1977)e Secretário-Geral (1977-1979) do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde.

Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1991 e 1993, no primeiro Governo da II República, e candidato a Presidente da República nas eleições de 2001.

- Poeta, com dois livros publicados ( «O silêncio acusado de alta traição e de incitamento ao mau hálito geral», Spleen Editores, praia, 1995; «Porcos em delírio», Artiletra, 1998) e colaboração dispersa em dezenas de publicações nacionais e estrangeiras (Raízes; Artiletra; África; Fragmentos, Folhas Verdes; Pré-Textos, etc.).

José Carlos Fonseca, entrevista à TCV, 1ª Parte, 2ª Parte3ª parte, 4ª Parte, 5ª Parte

Amílcar Spencer Lopes

O ex-Presidente do Parlamento cabo-verdiano, assume o desafio de uma corrida às presidenciais. De oficioso a oficial, é tudo uma questão de timing e de estabilização do partido que o apoia. A derrota nas autárquicas não belisca a sua carreira política, tanto mais que aprendeu. E, entre outras coisas apreendeu que, na terra de Chiquinho, os doentes mentais também votam, apontando o dedo à então médica que se encontrava em S.Nicolau, na altura.

A questão presidencial, repto lançado por pessoas amigas, é ainda encarada com ponderação, porque no seu entender, as eleições presidenciais só terão lugar, de acordo com a nova lei eleitoral, seis meses depois das legislativas, isto é lá para o mês de Outubro de 2011, pelo que ainda “é cedo para se ‘massacrar’ a sociedade”.

O antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-Embaixador em Washington, condiciona a sua candidatura:
“Só avançarei, neste sentido, se eu verificar que a sociedade cabo-verdiana aceita esta ideia com espírito de abertura, e se tiver apoio político, nomeadamente, do meu partido, o MpD, porque hoje em dia, ninguém vai a uma luta política, desta natureza, sem apoios fortes partidários”.

É na sua qualidade de servidor público, (primeiro, como magistrado, depois como diplomata, e posteriormente como parlamentar, e como autarca), que pondera a questão presidencial mas com a condicionante de que: “o meu partido tem outras prioridades para este momento, que é organizar-se e trabalhar para ganhar as eleições legislativas em 2011 e para governar Cabo Verde, com confiança e em segurança”.

Ver AQUI entrevista com Amílcar Spencer Lopes ao SAPO Cabo Verde

Entrevista à TCV, 1ª Parte, 2ª Parte, 3ª Parte, 4ª Parte