A presidente do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) anunciou para breve um novo regulamento em matéria de evacuação de doentes, "para que se possa corrigir falhas que têm vindo a acontecer nesse processo".

Leonesa Fortes fez esta revelação durante uma entrevista exclusiva à Inforpress, indicando que o INPS e o Ministério da Saúde têm estado a trabalhar de forma “intensiva” para que o novo regulamento possa estar pronto o mais rapidamente possível.

“Estamos a reforçar por exemplo o aspecto pedagógico levando com que todos sejamos vigilantes no funcionamento do sistema e não permitir que certas situações aconteçam, e o novo regulamento vai servir exactamente para corrigir onde houver falhas e introduzir mais rigor,lá onde tem que ser introduzido”, afirmou.

Segundo Leonesa Fortes, a previdência social já não pode acomodar mais situações de evacuações mal conseguidas, como por exemplo a questão dos acompanhantes, a questão das consultas de especialidade, a questão dos exames.Lembrou no entanto, que hoje em dia com o advento da telemedicina, os custos com evacuações podem reduzir-se “drasticamente”.

Tudo isso, segundo indicou, está sendo trabalhado nesse novo regulamento, porquanto, até presentemente, constata-se que o dedo é sempre apontado ao INPS quer seja em relação às evacuações internas como externas.

“Não é o INPS que prescreve as evacuações, que marca as consultas, que gere as listas de espera nos hospitais, nem tão pouco se responsabiliza pelo estado clínico do doente. Nós entramos apenas para comparticipar com o bilhete de passagem e o subsídio de estadia, mas para comparticiparmos temos que ter a garantia de que um processo de evacuação está devidamente instruído e que cumpra todos os requisitos”, frisou.

Leonesa Fortes indicou que o INPS tem actualmente em Portugal 263 doentes evacuados, com 60 acompanhantes, mas garante que os mesmos “não têm os problemas” que têm os evacuados da Promoção Social, porque usufruem de outras condições.

Por exemplo, sublinha o facto de serem comtemplados com um subsídio mensal que é pago “em tempo útil” nos valores que rondam os 600 e 800 euros (pouco mais de 60.000 e 80.000 mil escudos por mês), dependendo do tipo de evacuado.

Afora esse aspecto, a presidente do INPS lembra ainda que esta instituição abriu recentemente em Portugal um Centro de Evacuado, com o objectivo de proporcionar mais conforto e qualidade de assistência aos evacuados, durante a sua permanência naquele país.

No que tange às evacuações que ocorrem internamente no país, Leonesa Fortes revelou à Inforpress que as ilhas com maior número de evacuados são as de São Nicolau, Sal, Boa Vista e Santo Antão, para consultas de especialidades em valências como  nefrologia, oncologia, orto-traumatologia e cardiologia.

Inforpress

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