Esses dados constam da Carta de Política Nacional de Habitação que acaba de ser publicada pelo Governo e que estabelece o Perfil Sector de Habitação. Segundo o documento, a ilha do Sal tem em termos de agregados familiares o preocupante défice de 20,2 %, ou seja, 1.666 agregados familiares e Boa Vista de 16,3 % correspondente a 605 agregados familiares.

Diz o documento que as necessidades habitacionais para o Horizonte 2030 serão de 26.412 novas habitações para uma população de 621.141, correspondente a um crescimento populacional de 92. 439 habitantes, no mesmo período.

“A ilha de Santiago terá o maior acréscimo com 50 mil habitantes, seguida de São Vicente com 15 mil, seguido por Sal e Boa Vista”, lê-se no documento que ressalva ainda que as ilha Brava, e as ilhas do Fogo, São Nicolau e Santo Antão terão necessidades muito menores.

O PSH concluiu ainda que 14, 9 % dos cabo-verdianos têm acesso à moradia mais barata disponível no mercado de aproximadamente 2.800 contos e que 64 % dos agregados familiares de baixa renda tem problemas nas suas habitações, considerando as situações de infiltrações, falta de energia e de saneamento básico.

O objectivo deste perfil, segundo o Governo, é o de oferecer um caminho para o segmento habitacional funcionando de forma “inclusiva, eficiente e sustentável” para assegurar “o cumprimento do direito a uma habitação condigna e contribuir para o crescimento económico do país de forma sustentável”.

Em entrevista à Inforpress a ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, reforçou que o Perfil Sector de Habitação traça um espelho real da habitação em cada ilha e concelho para saber qual é o défice habitacional que existe no país e servirá uma base para traçar planos para debelar o problema de habitação em Cabo Verde.

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