“De 11 a 24 de maio, e apesar da restrição na lotação em 50%, registaram-se resultados de recuperação animadores com 8.840 passageiros e 5.800 toneladas de carga, incluindo 1.425 viaturas transportadas, resultados que demonstram a sua capacidade de operacionalidade e eficiência”, indicou a CV Interilhas em comunicado.

A CV Interilhas retomou as ligações marítimas no arquipélago, após quase um mês e meio de suspensão para conter a pandemia do novo coronavírus.

A retoma das ligações aconteceu entre as ilhas de São Vicente e Santo Antão, Fogo e Brava, São Vicente e São Nicolau e entre São Nicolau e o Sal.

Na retoma das ligações marítimas de passageiros entre as ilhas de Cabo Verde sem casos de covid-19, a empresa foi obrigada a fazer o controlo de temperatura dos passageiros, que passaram também a ter de usar obrigatoriamente máscaras faciais, respeitar distanciamento social de pelo menos 1,5 metros.

Também há controlo reforçado no momento do check-in, proibido o consumo e venda de bebidas alcoólicas a bordo, bares e serviços de cafetaria encerrados e uso obrigatório de luvas e máscaras pelos empregados de câmara no exercício das suas funções.

A CV Interilhas informou ainda que procede diariamente à fiscalização de todos os seus serviços, salvaguardando procedimentos constantes de limpeza e desinfeção de todas as áreas frequentadas pelos passageiros, designadamente as zonas de acesso, salões e casas de banho, de acordo com as recomendações do Ministério de Saúde.

“Todas as indicações e medidas aplicáveis são expressamente comunicadas a todos os passageiros – antes do embarque, durante a viagem e no desembarque -, apelando ao dever cívico de cada um, no cumprimento rigoroso das mesmas. Só assim é possível salvaguardar a segurança de todos”, enfatizou a empresa, detida em 51% pela portuguesa Transinsular e concessionária do transporte marítimo de passageiros e carga em Cabo Verde.

Desde que foi decretado o estado de emergência em Cabo Verde pela primeira vez, a 29 de março, a CV Interilhas sublinhou que esteve “sempre presente”, em colaboração com a proteção civil e restantes entidades oficiais ao serviço das populações, garantindo a transporte dos casos de emergência e o abastecimento regular de todas as ilhas.

Em seis semanas, a empresa avançou que transportou 9.200 toneladas de carga, das quais 1.500 viaturas e 705 passageiros devidamente testados e com autorizações especiais do Ministério da Administração Interna e ainda 58 pessoas entre evacuações e serviços prestados à proteção civil.

O arquipélago vai no seu quarto período de estado de emergência, mas a vigorar apenas na ilha de Santiago, pelo menos até 29 de maio, a única com casos ativos da doença.

O país regista um acumulado de 390 casos de COVID-19 diagnosticados desde 19 de março, nas ilhas de Santiago (331), Boa Vista (56) e São Vicente (03).

Três doentes morreram, dois turistas estrangeiros infetados acabaram por voltar aos países de origem e 155 foram dados como recuperados, pelo que permanecem ativos 230 casos, todos em isolamento na ilha de Santiago, a única ilha com casos ativos da doença.

Em África, há 3.246 mortos confirmados em mais de 107 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou quase 345 mil mortos e infetou mais de 5,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,1 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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