"Abriram-se oito agências nas últimas duas semanas e conta-se nos próximos dias aumentar a rede de agentes na ilha da Santo Antão, em Ribeira Grande e continuar a expansão noutras ilhas", informou a empresa em comunicado.

A nova empresa, sob a liderança da portuguesa Transinsular, venceu um concurso e assumiu o transporte marítimo de passageiros e carga entre as ilhas de Cabo Verde a 15 de agosto.

Mas o serviço tem sido muito contestado, sobretudo na linha São Vicente - Santo Antão, no que diz respeito à venda de bilhetes, que passou a ser feito também online, mas que demora muito tempo.

Nessa que é a rota mais movimentada do arquipélago, a empresa referiu que "reforçou os seus postos de venda e passou a venda a manual, tal como existia antes de 15 de agosto.

Desde a semana passada que a empresa conta com mais um posto de venda ao público na Gare Marítima do Mindelo, separando-se a venda de bilhetes de passageiros da venda de passagem para as cargas, "evitando assim mais constrangimentos aos passageiros".

A CV Interilhas adiantou ainda que aderiram à rede de venda de bilhetes três agências em São Vicente localizadas nas proximidades da Gare Marítima.

Também foram celebrados contratos com novas agências na Brava, na Boavista, no Sal e em São Nicolau, além da abertura de um posto de venda junto ao cais da Praia, que se junta aos dois já existentes no Plateau.

"Ao longo destes 18 dias de operação, a CV Interilhas tem pautado a sua atuação no sentido de oferecer aos seus utentes um serviço regular e pontual e na correção e melhoramento de algumas falhas informáticas que têm ocorrido", reconheceu a empresa.

Em 18 dias de operações, a empresa indicou que transportou 36.768 passageiros, sendo que a ligação entre São Vicente e Santo Antão representa 68% do total (25.061).

No mesmo período, movimentou 4 mil toneladas de carga com destino aos portos de Fogo e Brava, Maio, São Vicente e São Nicolau, Sal e Boavista.

A empresa concluiu a nota, sublinhando que, "no seu conjunto, as operações estão a decorrer "com bastante normalidade, apesar de alguns atrasos na saída dos portos", mas prometeu continuar a introduzir melhorias e "correção de algumas falhas".

Numa entrevista ao Expresso das Ilhas, o presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, salientou a importância do serviço de transporte marítimo inter-ilhas, mas considerou que Santo Antão foi penalizado, por causa de uma "fila muito grande de pessoas que esperam muito tempo para adquirirem o seu bilhete".

Numa publicação na sua página no Facebook, o ministro dos Transportes, José Gonçalves, reconheceu as reclamações na venda de bilhetes e garantiu o empenho pessoal para ajudar a solucionar o problema.

Um dia antes, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, disse, durante uma visita a Santo Antão, que o Governo não está contente com a situação na linha Mindelo-Porto Novo e aconselhou a empresa a repor a normalidade sob pena de "executar" o contrato de concessão.

O ministro José Gonçalves esteve hoje em Santo Antão e disse ser "natural que aconteçam problemas nesta fase de transição", mas garantiu que o "pior já passou" na linha marítima Porto Novo/São Vicente.

A CV Interilhas é detida em 51% pela Transinsular e Transinsular CV, do Grupo ETE, enquanto os restantes 49% são detidos pelos armadores cabo-verdianos.

As viagens são efetuadas com recurso a quatro navios, o "Inter Ilhas", do armador Polaris, o "Liberdadi", Kriola e "Praia D'Aguada", do armador CV Fast Ferry.

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