O oficial sénior para os Assentamentos Humanos e responsável pela ONU-Habitat Cabo Verde fez estas declarações em entrevista à Inforpress, tendo realçado a “forte vontade política”, por parte das autoridades nacionais para o cumprimento dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Ainda faltam 10 anos, mas o que eu vejo é uma forte vontade política do Governo para atingir não só aquele objectivo, mas os vários (…) Acho que Cabo Verde dentro do panorama da África está no bom caminho, mas os desafios são muito grandes, é preciso continuar assim, e nós preconizamos muito o reforço das câmaras municipais porque sobretudo num país que é um arquipélago”, declarou.

Defendeu, neste sentido, a necessidade de criação de condições técnicas e financeiras a nível local para que os próprios municípios possam resolver os problemas que afectam as suas comunidades.

Quanto às acções nas diferentes áreas de actuação levadas a cabo pela ONU-Habitat, apontou, que nos últimos 10 anos, a referida organização tem apoiado Cabo Verde na definição de políticas, estratégias e implementação de actividades visando melhorar os assentamentos informais em várias cidades do arquipélago.

“Temos feito vários tipos de treinamento a nível de melhor governação das cidades, melhor gestão urbana, planeamento urbano e resiliência urbana. Temos uma parceria de longa data com o Governo” realçou, reforçando que a ONU-Habitat tem prestado assistência técnica e ajudado na implementação das políticas visando ajudar o país a alcançar os objectivos dos ODS.

O Objectivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 11 versa “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

O referido objectivo estabelece até 2030, o compromisso de garantir o acesso de todos à habitação segura, adequada e a preço acessível, aos serviços básicos e melhorar as condições nos bairros de lata proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos.

Aumentar a urbanização inclusiva e sustentável, e as capacidades para o planeamento e gestão de assentamentos humanos participativos, integrados e sustentáveis, em todos os países, fortalecer esforços para proteger e salvaguardar o património cultural e natural do mundo são outros dos compromissos preconizados.

O mesmo estabelece ainda aumentar substancialmente o número de cidades e assentamentos humanos que adoptaram e implementaram políticas e planos integrados para a inclusão, a eficiência dos recursos, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, resiliência a desastres e entre outros.

CM/ZS

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.