A convicção foi manifestada pelo ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, no acto central do Dia Mundial de Luta contra SIDA, realizada na Escola Secundária de Achada Grande Frente, na Cidade da Praia, sob o lema “As Organizações Comunitárias fazem a Diferença”, numa parceria com o Comité de Coordenação do Combate à Sida.

Também presidente do Comité de Coordenação do Combate à Sida, Arlindo do Rosário enalteceu que “Cabo Verde soube sabiamente ter desígnios nacionais desde a sua independência” e que elegeu o combate da epidemia VIH Sida desde o seu surgimento no país.

O governante estribou-se no último inquérito demográfico da Saúde Reprodutiva, realizada em 2018, para ressalvar que houve uma queda da prevalência do VIH Sida de 0,8 por cento para 0,6 %, ainda que exista uma tendência, mundial, na feminização na epidemia, já que nas mulheres ainda a doença está mais acentuada que nos homens.

Considerou que independentemente do ciclo governativo, essa luta prosseguiu, assumida, não só pelos governos, mas sobretudo pela população e pelas comunidades, alertando que “nenhuma luta possa ser ganha” se não houver um real envolvimento da comunidade, face a assumpção da transversalidade que existe em todas as questões da saúde.

O ministro destacou ainda toda a abordagem que tem sido feita na área da prevenção, do tratamento, para assegurar que a universalidade, aliada a gratuitidade no acesso ao tratamento tem permitido que Cabo Verde esteja com as condições para se candidatar ao país que irá eliminar a transmissão vertical do VIH Sida em 2020.

Explicou que assim como em relação ao Sida, esta tem sido uma política implementada nas doenças de transmissão vectoriais, tendo manifestado a sua alegria pelo facto de o país “estar há quase dois anos sem um único caso do paludismo”, facto que atribui ao trabalho das comunidades, “fortalecido pelos profissionais de saúde”, enfatizou.

Nesta linha de acção anunciou a diminuição do fenómeno do alcoolismo em Cabo Verde como “o grande desafio”, por forma a combater as causas que “muitas vezes estão na base das infecções das doenças sexualmente transmissíveis”, levando a que “eventuais fraquezas se transformem em oportunidades e forças”.

A luta contra o VIH SIDA, explicitou, Arlindo do Rosário, representa uma oportunidade fundamental para a diminuição da discriminação e para acabar com a estigmatização, visando mais inclusão e mais respeito para a promoção da cidadania e dos direitos humanos.

Conforme revelou ainda, o Governo vai apresentar dentro em breve, ao Parlamento, uma proposta de lei que crie um ambiente mais favorável para eliminar todas e eventuais discriminações e que promova tantos os direitos como os deveres.

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