Ulisses Correia e Silva falava por ocasião da apresentação do Relatório Sobre o Mercado Único de Transporte Aéreo Africano pelo Togo, tendo referido que o encontro terá lugar em Cabo Verde, de 27 a 29 de março.

“Trata-se de um evento que terá como promotores não só o Estado de Cabo Verde como também a Organização Mundial do Turismo e a Organização da Aviação Civil Internacional”, disse.

O chefe do Governo acrescentou que, com este evento, “Cabo Verde quer dar o seu contributo para a abertura total do céu africano, visando uma maior integração” do continente e a “sua globalização”.

“Acredito que com a criação da Zona de Comércio Livre e o Mercado Único de Transportes, enquadrados por ambientes de estabilidade política, instituições fortes e capital humano feliz e qualificado, a África acelerará o seu desenvolvimento”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

A propósito da apresentação do Relatório Sobre Mudanças Climáticas pelo Gabão, ainda na 32.ª Sessão Ordinária da Conferência da UA, o chefe do executivo cabo-verdiano defendeu que “os pequenos países insulares devem merecer proporcionalmente maior atenção, maior acesso às tecnologias e a recursos financeiros para investimentos estruturantes nas respetivas estratégias de resiliência e de adaptação às alterações climáticas e a choques externos”.

Segundo Ulisses Correia e Silva, estes países são “muito mais vulneráveis aos problemas ambientais globais e às mudanças climáticas, contribuem muito pouco para o aquecimento global, mas pagam uma fatura muito grande e muito desproporcional”.

Por outro lado, “enfrentam com maior frequência os fenómenos meteorológicos e climáticos extremos como furacões, inundações e secas, e têm fraca capacidade de enfrentar e mitigar ou anular os seus efeitos”, acrescentou.

“As consequências fazem-se sentir sobre o aumento da aridez, da erosão e perda da fertilidade dos solos, do aumento da escassez da água, da degradação da vegetação, da intrusão salina, da degradação da costa e da perda da biodiversidade”, notou o primeiro-ministro cabo-verdiano.

A 32.ª cimeira ordinária da UA arrancou no domingo na capital etíope, Adis Abeba, com a transferência da presidência da organização para o chefe de Estado egípcio, Abdel Fattah Al-Sisi, e a eleição dos refugiados como tema do ano.

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