Desde 2015, a empobrecida região do Sahel, no norte do Burkina Faso -- que partilha fronteira com o Mali e o Níger -- luta contra uma onda crescente de ataques 'jihadistas' que, nos últimos tempos, se estendeu também ao leste, próximo da fronteira com Togo e Benim.

A deterioração da segurança levou as autoridades de Ouagadougou a declarar o estado de emergência em dezembro de 2018 em várias províncias do norte limítrofes com o Mali.

A maioria dos ataques são atribuídos ao grupo local Ansarul Islam, fundado em dezembro de 2016, e ao Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, leal à Al-Qaida no Magrebe Islâmico.

Proliferação de ataques djihadistas é preocupante

Diante de novos ataques no Burkina Faso e noutros países do Sahel, uma cimeira extraordinária da CEDEAO, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, está marcada para o sábado (14.09.), em Ouagadougou.

Antes desta reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação do Burkina Faso - Alpha Barry - reconhece que a proliferação de ataques djihadistas é preocupante.

"O risco existe de facto, também no nosso país, como acontece aliás nos outros países da região do Sahel. Trata-se de uma ameaça real, com o qual temos que conviver. Temos que fazer tudo para que o terrorismo não se espalhe dentro do nosso país, mas também para outras regiões do continente africano", afirmou Barry.

O chefe da diplomacia também explica as respostas apropriadas que devem ser dadas pelos estados envolvidos pelo perigo jihadista.

por:content_author: ac

 

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