Em entrevista à Inforpress, sobre o processo de acompanhamento das crianças com necessidades educativas especiais na ilha durante a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), o responsável afirmou que surto do vírus trouxe vários desafios para todo o sistema educativo, reforçando que as crianças sobre o seu cuidado “sofrem” mais com a situação.

Segundo o responsável, se mesmo para os alunos “ditos normais” há alguns constrangimentos, a situação torna-se mais complicada para os alunos com Necessidades Educativas Especiais, que são totalmente dependentes dos professores, uma vez que, segundo explicou, estes trabalham mais presencialmente.

Daí, com a situação imposta pela pandemia do COVID-19, a mesma fonte adiantou que tem estado a trabalhar com fichas adaptadas, porque, desde o ano lectivo anterior, a equipa vinha actuando com Planos Educativos Individuais para cada aluno.

A partir destes planos, realçou, elaboram fichas de exercícios de acordo com a capacidade e limitação de cada aluno, e enviam-nas aos pais e encarregados da educação.

Além da distribuição das fichas, informou que a sua equipa orienta os pais e encarregados da educação, indicando-lhes a melhor forma para trabalhar com os alunos.

Segundo Alfredo Gomes, as fichas já foram distribuição das fichas e serão depois fazer recolhidas, porque a avaliação para estes alunos, conforme salientou, é diferenciada.

Para este processo, acentuou que é feita um encontro entre membros do EMEAI com os professores e encarregados de educação.

No processo de ensino à distância, indicou que os pais têm pouco hábito de participar e envolver no processo de ensino dos alunos, mas nesta situação são obrigados a se envolverem muito mais para o sucesso da aprendizagem destas crianças.

Sublinhou que no trabalho de orientação realizado, foi notório que os pais e encarregados de educação estão a fazer “alguma coisa”, mas, defendeu que poderiam ter feito mais.

No ano anterior, a EMAEI produziu 21 relatórios e 16 Planos Educativos Individuais (PEI), tendo identificado 29 casos de crianças com necessidades educativas especiais, sendo 23 situações de alunos com necessidades permanentes e seis temporárias.

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