O repto foi lançado por Márcio Marino, na manhã de hoje, durante a sua intervenção na passagem de testemunho e processo de transição da presidência da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), que acontece na Cidade da Praia, sobre o tema “CPLP – uma comunidade de pessoas”.

Márcio Marino, que falava em representação da Câmara dos Deputados do Brasil e do presidente da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), Rodrigo Maia, que por motivos alheios a sua vontade não esteve presente no evento, assegurou que o Brasil entrega a presidência, mas reafirma o seu “compromisso maior” com o diálogo e cooperação no mundo lusófono.

“O Brasil despede-se da sua presidência, que tanto nos honrou no último biénio, manifestando seu entusiasmo com a realização deste evento tão exitoso e alegra-nos registar que a Assembleia Nacional da CPLP adopte um programa de actividades ainda mais ambicioso para o próximo biénio com mais conquistas e maiores avanços em beneficio de todos os povos da comunidade”, precisou.

Para este responsável, é desejo de todos que nos próximos anos a AP-CPLP participe “mais intensamente” no cenário mundial, unindo o bloco para uma língua comum na “tarefa suprema” de promover a paz, o desenvolvimento sustentável e a sobrevivência digna de todos os povos.

Segundo Márcio Marino, apesar de existir uma diferença a nível da localização territorial, populacional e económico, os estados membros estão unidos não apenas pela língua portuguesa, mas também por uma história compartilhada, por uma comunhão de valores de esperanças e de desafios, daí a necessidade de continuarem a colaborar, compartilhar experiências e procurar construir um futuro melhor para todos.

Por outro lado, sublinhou que o novo plano de actividades da AP-CPLP reitera o compromisso com os objectivos fundamentais que norteiam a criação da própria comunidade como na concertação política/diplomática da cooperação, em todos os domínios, e a promoção e difusão da língua portuguesa.

Na ocasião garantiu que o Brasil apoia a candidatura cabo-verdiana da morna a Património Imaterial da Humanidade, “cujo êxito”, precisou, “contribuirá para a difusão da língua pelo mundo”.

Por seu turno, Jorge Santos, que assumiu hoje a presidência da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), assegurou que o País está disponível para trabalhar na materialização dos planos de actividades, tendo como referência “o bom trabalho” desenvolvido pelas presidências anteriores.

O presidente da Assembleia Nacional garantiu mais uma vez que a presidência cabo-verdiana vai trabalhar para transformar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) numa comunidade de cidadãos que seja conhecida pelas populações dos países e em qualquer ponto dos territórios, mas que seja sentida pelos cidadãos e cujas acções tenham “impacto positivamente na vida das pessoas”.

Jorge Santos disse que o trabalho vai ser feito “paulatinamente e de forma consistente” para que se adoptem medidas no sentido da facilitação dos vistos de entrada, saída e permanência para os cidadãos da comunidade no espaço territorial da CPLP, facilitar condições de investimento e de circulação de capital, privilegiando áreas como os transportes, as comunicações e as novas tecnologias.

“Estou convicto de que a livre circulação dos nossos cidadãos dentro do nosso espaço comunitário, pode ser benéfica para o desenvolvimento económico, social e cultural das nossas nações e para a melhoria das nossas relações com outros estados e espaços no mundo”, concretizou.

O encontro de dois dias reuniu cerca de 120 parlamentares das delegações de Portugal, Angola, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe.

Por razões de política interna, Timor-Leste não se fez representar no encontro.

A VIII Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), termina está tarde com a Declaração da Praia.

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