O projeto, orçamentado em 10 milhões de euros, foi apresentado hoje na cidade da Praia por responsáveis do grupo belga FSE, que se dedica a projetos de saúde, a maioria em África, e que vai executar os trabalhos em Cabo Verde durante ano e meio.

O acordo de concessão da ajuda financeira de 9,5 milhões de euros do Reino da Bélgica ao Governo de Cabo Verde - que financia o remanescente - para implementação do projeto foi assinado no ano passado.

O projeto vai permitir a instalação de equipamentos de diagnósticos nos 30 centros de saúde do país e nos quatro hospitais regionais e ainda serão criados dois centros de diagnósticos – um na cidade da Praia e outro na cidade do Mindelo -, conforme avançou Sónia dos Santos, representante do Ministério da Saúde de Cabo Verde.

A responsável, que é também a gestora do projeto da parte cabo-verdiana, disse que os dois centros de diagnósticos serão referências para os hospitais regionais e para todas as estruturas de saúde do arquipélago.

Além disso, o projeto vai permitir a formação técnica, incluindo na Bélgica, manutenção durante três anos e serviços pós-venda de equipamentos de diagnóstico médico a todas as estruturas de saúde do país, com maior atenção às estruturas de atenção primária.

Sónia dos Santos explicou que o projeto vai ter “grande impacto” a nível do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de Cabo Verde, da universalização das marcas, da redução e rentabilização dos recursos disponíveis e na diminuição do tempo de paragem e de avaria de equipamentos.

Por sua vez, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, destacou o “nível elevado da concessionalidade” do crédito, que é de 40 anos, e salientou que se trata de um projeto de “grande alcance”, devido aos seus impactos na melhoria dos serviços de saúde em todas as ilhas.

Por causa disso, o chefe do Governo referiu que o projeto vai permitir que os serviços de saúde sejam mais autónomos, aumentar a segurança no país e diminuir a transferência de doentes entre as ilhas, tendo como consequência a redução dos encargos para as pessoas e para o Estado.

“Um país que tem no turismo a sua atividade central, tem que ter bons níveis de saúde, em primeiro lugar, para as populações, em segundo, porque é uma garantia também para a economia”, disse o primeiro-ministro, referindo que a saúde é um dos “aceleradores” dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

Além disso, Ulisses Correia e Silva disse que o país está em transição epidemiológica e demográfica, prevendo o início da redução de forma sistemática da população jovem do país a partir de 2030.

“Temos aqui vários desafios que implicam com a sustentabilidade do sistema de saúde, da segurança social e a qualidade de serviços de saúde que temos que garantir”, afirmou o chefe do Governo, para quem é preciso criar condições para que o sistema de saúde esteja “à altura” da transição demográfica em Cabo Verde.

NOTICÍA ATUALIZADA

09/03/2020

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