Os advogados do narcotraficante mais poderoso desde o fim do ‘reinado’ do colombiano Pablo Escobar, em 1993, já anunciaram que vão recorrer da sentença.

Antes de ser condenado, Joaquin Guzman disse que lhe foi negado um julgamento justo acrescentando que o juiz não investigou completamente as alegações de má conduta do jurado.

"O meu caso foi manchado e você [o juiz] negou-me um julgamento justo quando o mundo inteiro estava a assistir", afirmou Guzman no tribunal, numa intervenção com direito a intérprete.

"Quando fui extraditado para os Estados Unidos, esperava ter um julgamento justo, mas o que aconteceu foi exatamente o oposto", sublinhou.

O julgamento do mediático líder do cartel mexicano de Sinaloa começou em novembro passado e terminou a 01 de fevereiro, depois de o Ministério público e a defesa de ‘El Chapo’ terem apresentado os respetivos argumentos finais.

Joaquin Guzmán, de 62 anos, é acusado de ter dirigido entre 1989 e 2014 o cartel de Sinaloa, que enviou para os Estados Unidos mais de 154 toneladas de cocaína e grandes quantidades de heroína, metanfetaminas e marijuana.

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