Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 81 anos, avó materna da primeira-dama, morreu no Hospital Regional de Ceilândia, cidade vizinha de Brasília e, segundo os médicos que a atenderam, usava aparelhos para auxiliá-la a respirar há cerca de duas semanas e, embora apresentasse algumas melhorias nos últimos dias.

“Deus quis levar minha mãezinha. Não acredito. Ela lutou tanto, mas não resistiu”, disse aos jornalistas Maria de Fátima Ferreira, uma das tias de Michelle Bolsonaro.

A própria primeira-dama, Michelle Bolsonaro, de 38 anos, está em isolamento social após testar positivo para covid-19 em 30 de julho, poucos dias depois que seu marido anunciou estar recuperado da mesma doença.

o Presidente brasileiro, que já foi contaminado com Covi-19, é um dos líderes mais céticos em relação ao risco da pandemia e tem estimulado as pessoas a não aceitarem as medidas de isolamento social, afirmando que as mesas prejudicam a economia do país e já considerou a infeção provocada pelo novo coronavírus de “gripezinha”.

O Brasil, com 210 milhões de habitantes, é em números absolutos o segundo país do mundo mais afetado pela emergência sanitária, atrás dos Estados Unidos, e já acumula mais de 3,1 milhões de casos e 103.026 óbitos provocados pela Covid-19.

Pouco mais de cinco meses após a confirmação do primeiro caso, a pandemia continua fora de controlo em várias áreas do país, incluindo o Distrito Federal, unidade da federação onde esta localizada a capital do país, a cidade de Brasília.

De acordo com o último balanço divulgado pelas autoridades regionais, na capital brasileira, que tem cerca de três milhões de habitantes, foram registados 1.815 óbitos e 127.484 infeções provocadas pelo novo cornavírus até o momento.

A situação em Brasília, na opinião de especialistas, é grave e a incidência da pandemia, longe de diminuir, se acentua a cada dia, a ponto de serem registados nesta terça-feira 53 mortes, que é, até agora, o maior número em 24 horas.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 743 mil mortos e infetou mais de 20,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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