"Evite todas as viagens nos distritos de Ancuabe, Ibo, Macomia, Meluco, Mocímboa da Praia, Muidumbe, Nangade, Palma e Quissanga por causa de confrontos entre grupos armados, as forças da ordem e residentes", refere o aviso no portal do Governo.

No resto da província devem ser evitadas "todas as viagens não essenciais devido à situação de segurança instável", acrescenta.

Na última semana, a embaixada dos Estados Unidos em Moçambique também atualizou um aviso que desaconselha visitas àquela província.

A região é palco de um dos maiores investimentos de empresas norte-americanas em África, devido à construção de megaprojetos de exploração de gás natural, em que a petrolífera Exxon Mobil lidera um dos consórcios.

O último ataque em Cabo Delgado aconteceu na quarta-feira na povoação de Tingina, no distrito de Nangade, onde foram destruídas viaturas, mercadoria e habitações, disseram residentes à Lusa.

A região de Cabo Delgado vê-se a braços com ataques de grupos armados desde outubro de 2017, após anos de conflitos latentes entre muçulmanos de diferentes origens, com a violência a nascer em mesquitas radicalizadas.

Pelo menos 300 pessoas já morreram, segundo números oficiais e da população, e 60.000 residentes foram afetados, muitos obrigados a deslocar-se para outros locais em busca de segurança, segundo as Nações Unidas.

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