Na queixa, que deu entrada na ARC a 20 de Maio de 2020, UNTC-CS alega que durante a pandemia, a TCV tem recusado dar cobertura às conferências de imprensa da UNTC-CS, que são do “interesse público”, particularmente dos trabalhadores cabo-verdianos, precisando que das 12 conferências realizadas a TCV terá comparecido a apenas quatro.

Depois de recebida a queixa, de conhecer a posição da denunciada, a ARC procedeu a uma audiência de conciliação durante a qual o director da TCV, António Teixeira, defendeu que o mesmo direito que a UNTC-CS tem de poder convocar a imprensa e de escolher quando deve fazê-lo, a TCV e sua linha editorial também têm esse direito de poder escolher e decidir quando se vai a uma conferência de imprensa.

E porque a audiência de conciliação terminou sem entendimento, a entidade reguladora, depois de análise aprofundada do assunto, decidiu considerar improcedente a queixa.

Na deliberação, datada de 02 de Julho, e a que a Inforpress teve a acesso hoje, o Conselho Regulador adianta que pelos dados levados a processo pela queixosa não se verificou “uma manifesta, clara e sistemática discriminação por parte da TCV contra a UNTC-CS”.

Reconheceu que caberá ao órgão de comunicação social estabelecer quais são os acontecimentos e critérios que deverão respeitar para realizar a cobertura dos acontecimentos, de acordo com as regras do jornalismo.

Entretanto, reiterou a necessidade de a concessionária do serviço público de televisão observar, de forma rigorosa, a obrigação de produzir uma informação plural e diversificada, em cumprimento do dever de pluralismo e difusão das diversas correntes de opinião a que está vinculada nos termos da Constituição e da lei.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.