Claudia Sassou Nguesso, filha do actual chefe de Estado do Congo Brazzaville, Denis Sassou Nguesso, e o empresário português José Veiga seriam os dois protagonistas do caso.

O apartamento situa-se no célebre arranha-céus nova iorquinoTrump International Hotel and Tower, um complexo residencial e hoteleiro do actual presidente norte-americano Donald Trump.

O dinheiro teria passado por contas offshore em paraísos fiscais como Delaware, Ilhas virgens britânicas e Chipre. A denúncia é da organização não governamental Global Witness.

Esta pede que as autoridades americanas investiguem o negócio para detectar eventuais ilegalidades e lança o mesmo repto às autoridades portuguesas.

A família do presidente do Congo já é investigada pela justiça francesa desde 2010 por branqueamento de dinheiro e aquisição fraudulenta de bens através do desvio de fundos públicos.

Neste caso José Veiga, antigo director do clube desportivo português Benfica, tinha sido detido em 2016 num caso de branqueamento de dinheiro no Congo.

Ele acabaria por ser solto após três meses de cadeia e dois meses de residência vigiada, mas a investigação prossegue.

Mariana Abreu, pesquisadora da ong Global Witness, está em Washington a seguir o caso e revela-nos os meandros do mesmo.

“Há muitos sinais de corrupção e lavagem de dinheiro” neste negócio, sintetiza ela.

De realçar que a assessoria de comunicação de Claudia Sassou Nguesso, por seu lado, desmente que a filha do presidente congolês tenha sequer tido qualquer intenção em comprar o apartamento em causa.

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