Sofia de Oliveira, que discursava na abertura do Ano Judicial, acrescentou que também há dificuldade para contactar os próprios constituintes quando são chamados para os defender nas esquadras policiais.

Apontou ainda a situação de maus tratos físicos dos jovens advogados nas instalações da polícia no exercício das suas funções, situações, que a bastonária classificou de “graves e intoleráveis”.

“É preciso entender que os advogados não agem por seu próprio benefício, na verdade são defensores da democracia e da sociedade, na medida em que o Estado do Direito democrático garante a liberdade a todos, os advogados defendem os direitos e as liberdades das pessoas”, esclareceu.

Neste sentido, alertou que a advocacia foi sempre ligada aos valores essenciais da pessoa humana e imprescindível para a composição duradoura dos litígios e para a punição justa dos comportamentos delituosos.

A bastonária fez lembrar que os advogados estiveram muitas vezes na” primeira linha” das grandes causas colectivas que conduziram às grandes transformações políticas pelo mundo.

Em Cabo Verde, apontou que também apareceram advogados inconformados que estiveram à frente desses tipos de mudanças e transformações importantes, demonstrando que exercer essa profissão é um acto de coragem e resistência.

“É a importância do advogado esculpida ao longo dos séculos como um profissional independente, qualificado, axiológico, confidente, consultor e mediador de conflitos (…) que determina a importância da Ordem dos Advogados em todas as suas atribuições”, precisou.

Sofia Oliveira, que está no final do mandado, disse que apostou numa advocacia de qualidade, exercida por advogados com qualificações técnica e ética, baseada em regime de estágios de avaliação rigorosa, ministrados por profissionais de mérito e experiência profissional comprovada.

Inforpress/ Fim

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.